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Educadora enfatiza importância da saúde mental no início do ano escolar

Falta de espaços de apoio emocional compromete o desempenho; escola deve integrar cuidado socioemocional ao projeto pedagógico para prevenção

Debate ajuda a ampliar conscientização sobre a importância do cuidado emocional
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  • O Ministério da Educação divulgou relatório sobre saúde mental com aumento de quase 2.500% nos atendimentos na última década; entre pessoas de 15 a 19 anos, o crescimento chega a 3.300%.
  • Pesquisas recentes indicam que o crescimento de transtornos mentais entre estudantes pré-universitários e universitários resulta de fatores combinados, como pressão por desempenho, competitividade e cobranças de vestibulares, além de estímulos digitais e desequilíbrio entre estudo, descanso e vida social.
  • A falta de espaços adequados de apoio emocional e orientação pode comprometer o bem-estar e o rendimento em sala de aula.
  • A escola pode atuar de forma preventiva ao unir cuidado socioemocional ao projeto pedagógico, com capacitação contínua de educadores, acolhimento permanente e diálogo com as famílias, além de promover atividades que equilibram emoção, autoconhecimento e pausa na rotina.
  • Inserir a saúde mental no cotidiano escolar ajuda a reduzir a naturalização do adoecimento psíquico e a desenvolver competências para lidar com frustrações, pressões e incertezas.

A educadora Katia Chedid destaca que a saúde mental ganhou prioridade no início do ano letivo, com a necessidade de espaços de apoio emocional nas escolas. O tema vem ganhando atenção após o MEC divulgar, no ano passado, um relatório sobre saúde mental.

Segundo o levantamento, houve um aumento de quase 2.500% nos atendimentos ao longo da última década, entre jovens. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, o crescimento chegou a 3.300%.

Pesquisas recentes indicam que o crescimento de transtornos mentais entre estudantes pré-universitários e universitários resulta de fatores combinados, como pressão por desempenho, competição e cobrança por aprovação em vestibulares.

A influência de estímulos digitais, dificuldades de concentração e desequilíbrios entre estudo, descanso e vida social também contribuem para a elevação de sintomas. Katia ressalta o papel da escola nesse cenário.

Escola como prevenção

A especialista afirma que a prevenção pode ser estruturada ao unir cuidado socioemocional ao projeto pedagógico. A capacitação contínua de educadores para identificar sinais de sofrimento é fundamental, junto com ações de acolhimento e diálogo com famílias.

A adoção de atividades que promovam equilíbrio emocional pode incluir rodas de conversa, dinâmicas de grupo, exercícios de respiração e técnicas de relaxamento. O tema da saúde mental, tratado de forma transversal, fortalece o acompanhamento do bem-estar.

Nesse contexto, a escola passa a ter papel ativo no cuidado emocional, contribuindo para reduzir a naturalização do adoecimento psíquico e ampliar a conscientização sobre a importância do cuidado emocional no cotidiano escolar.

Ações práticas na rotina escolar

Na visão de Katia, a escolarização precisa capacitar gestores e professores para identificar sinais precoces de sofrimento. Além disso, é essencial manter um diálogo contínuo com a família e promover momentos de pausa durante o dia.

A incorporação de práticas de autocuidado e de competências socioemocionais ajuda os estudantes a lidar com frustrações, pressões e incertezas, fortalecendo a resiliência no ambiente escolar.

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