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Queima de fogos pode provocar crise sensorial em pessoas autistas

Cidades revisam a virada do ano: leis proíbem fogos barulhentos e adotam alternativas como fogos sem estampido, luzes e drones para reduzir sofrimento sensorial em autistas, idosos e crianças

Queima de fogos na praia de Copacabana, Réveillon Rio 2019
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  • A queima de fogos na virada do ano pode desencadear crise sensorial em pessoas com TEA, além de idosos e crianças, afetando sono e comportamento.
  • Crianças e autistas exibem maior sensibilidade ao som, causando ansiedade, vontade de sair do ambiente e, em alguns casos, agressividade.
  • O cérebro de pessoas com TEA pode interpretar o ruído alto como algo negativo, gerando desconforto prolongado e reflexos no dia seguinte.
  • Algumas cidades já adotam alternativas, como fogos sem estampido, shows de luzes e apresentações com drones, visando inclusão.
  • Especialistas ressaltam a importância da empatia e da adaptação de tradições para reduzir o sofrimento sensorial, com fiscalização da prática ainda discutida.

A queima de fogos na virada do ano é alvo de críticas por causar perturbação em grupos sensíveis ao ruído, como idosos, crianças e pessoas com TEA. Profissionais de saúde alertam para impactos que vão além da celebração, incluindo sono interrompido e alterações comportamentais.

Especialistas explicam que a sensibilidade ao som pode provocar crises sensoriais em quem tem TEA, com ansiedade e impulsos de fuga. O cérebro desses indivíduos pode interpretar o barulho como ameaça, gerando desconforto prolongado após a data festiva.

Além disso, o efeito sobre o sistema cardiovascular é citado por médicos: aceleramento de batimentos, elevação da pressão e desorganização emocional, similares a uma reação intensa ao estresse. Em alguns casos, as consequências vão além do momento da comemoração.

A lista de efeitos também envolve a família: o sofrimento pode se estender para pais, irmãos e cuidadores, que buscam formas de reduzir o impacto ao redor das pessoas com TEA. O grupo médico aponta que a percepção de festa é subjetiva e varia de indivíduo para indivíduo.

Alternativas

Algumas cidades brasileiras já restringem fogos barulhentos e adotam opções mais inclusivas, como fogos sem estampido, show de luzes e apresentações com drones. Essas alternativas mantêm o simbolismo da celebração sem aumentar o desconforto sensorial.

Especialistas destacam que as mudanças ajudam a preservar o direito de participação de todos, sem exigir que algumas pessoas suportem sofrimento. A adoção de opções silenciosas é vista como forma de ampliar a inclusão durante as festividades.

A neurologia reforça que o uso de fogos silenciosos facilita a convivência e não acarreta problemas visuais, desde que haja supervisão adequada. A participação coletiva é mantida, ao mesmo tempo em que se reduz o impacto nos grupos mais vulneráveis.

A sociedade é convocada a repensar tradições com empatia, promovendo celebrações que acolham quem tem TEA. Profissionais ressaltam a importância de adaptar manifestações para não ferir a liberdade de quem não se beneficia do barulho.

Observação sobre idosos e crianças

Dados indicam que idosos, especialmente com demência, podem apresentar delírios, alucinações e piora do sono diante de fogos altos. Bebês costumam ter maior necessidade de sono, tornando o ruído ainda mais disruptivo para esse grupo.

Especialistas sugerem medidas como usos de sons neutros no ambiente e abafadores para crianças mais novas, para reduzir impactos antes, durante e após a virada. Em locais com leis de proibição, a fiscalização é apontada como necessária para diminuir a prática.

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