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Modelo clínico inova com cinco etapas para prevenir o suicídio

Psicólogo Élison Santos apresenta modelo de cinco etapas para prevenção do suicídio, integrando psicoterapia existencial e logoterapia

Mão segurando um laço amarelo em uma mesa de madeira não-envernizada (Foto: Reprodução)
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  • A campanha Setembro Amarelo, iniciada em 2015, foca na prevenção do suicídio no Brasil e na importância da saúde mental.
  • O psicólogo Élison Santos desenvolveu um novo modelo clínico de cinco etapas para essa prevenção, publicado no Journal Contemporary Psychotherapy.
  • Santos, doutorando em Psicologia Clínica no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), integra psicoterapia existencial e logoterapia em sua abordagem.
  • O modelo começa com a recepção diferenciada, seguida pela conexão com valores pessoais, expansão de perspectivas e, por fim, a redescoberta do propósito.
  • A pesquisa ainda precisa de validação empírica, mas se baseia nas teorias de Viktor Frankl e Martin Heidegger, enfatizando a busca por sentido na vida.

Setembro Amarelo é uma campanha de prevenção ao suicídio no Brasil, iniciada em 2015, que enfatiza a importância da saúde mental e do acolhimento. Neste contexto, o psicólogo Élison Santos desenvolveu um novo modelo clínico de cinco etapas para a prevenção do suicídio, que foi publicado no Journal Contemporary Psychotherapy.

Santos, que é doutorando em Psicologia Clínica no Instituto de Psicologia da USP, propõe uma abordagem integrada que combina psicoterapia existencial e logoterapia. O modelo é estruturado em cinco etapas, sem hierarquias, começando pela recepção diferenciada, que visa acolher e validar o paciente. Em seguida, o foco é na conexão com valores pessoais e responsabilidades, ajudando o indivíduo a redescobrir seu propósito.

Na terceira e quarta etapas, o modelo busca expandir perspectivas e navegar por tensões existenciais. Santos explica que é crucial ajudar o paciente a perceber que, mesmo em situações difíceis, existem alternativas e caminhos a seguir. A última etapa envolve a redescoberta do propósito e da agência, permitindo que o paciente reconheça suas forças internas e objetivos.

Élison Santos destaca que cada etapa é igualmente importante e requer cuidado ao lidar com a ideação suicida. Ele afirma que, apesar do sofrimento social, o ser humano tem a capacidade de mudar sua atitude diante dos desafios. O modelo busca não apenas a segurança imediata, mas também compreender o sofrimento existencial que pode levar a pensamentos suicidas.

A pesquisa ainda precisa de validação empírica por meio de ensaios clínicos, mas já se baseia em teorias de Viktor Frankl e Martin Heidegger, que enfatizam a busca por sentido na vida. Santos e seu coautor, Andrés Antúnez, ressaltam que a terapia pode ajudar a restaurar a esperança e a conexão com a vida, mesmo em tempos de crise.

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