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Trump promove campanha antivacina que coloca saúde pública em risco

Robert F. Kennedy Jr. altera política de vacinação nos EUA, demite líderes do CDC e cancela subsídios para vacinas de mRNA.

Homem em pé, vestido com terno, fala ao microfone em um evento (Foto: Reprodução)
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  • O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., demitiu a diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Susan Monarez, em agosto.
  • Ele cancelou US$ 500 milhões em subsídios para vacinas de RNA mensageiro (mRNA) e dissolveu o Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP), substituindo membros por pessoas com opiniões antivacina.
  • Os Estados Unidos enfrentam a pior epidemia de sarampo desde 1992, com 1.356 casos e pelo menos três mortes no primeiro semestre de 2023.
  • A crise começou em uma comunidade religiosa no Texas, onde a taxa de vacinação é baixa, e se espalhou para outros estados.
  • Kennedy Jr. também está promovendo a retirada da obrigatoriedade de vacinação escolar, com a Flórida já anunciando planos para eliminar todas as exigências de vacinação.

Movido por uma ideologia que ignora evidências científicas, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., está promovendo mudanças drásticas na política de vacinação do país. Em agosto, ele demitiu a diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Susan Monarez, que se opôs às suas diretrizes. A decisão gerou a saída de outros cinco membros do alto escalão do CDC, que criticaram a crescente politização do órgão.

Kennedy Jr. cancelou US$ 500 milhões em subsídios para vacinas de RNA mensageiro (mRNA), tecnologia essencial no combate à Covid-19. Além disso, ele dissolveu o Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP), demitindo 17 membros e nomeando pessoas com histórico de opiniões antivacina. O novo ACIP agora reavalia ingredientes de vacinas já estabelecidas, como sais de alumínio, o que pode atrasar o acesso a imunizantes.

Crise de Sarampo

Os EUA enfrentam a pior epidemia de sarampo desde 1992, com 1.356 casos e pelo menos três mortes registradas no primeiro semestre de 2023. A crise começou em uma comunidade religiosa no Texas, onde a taxa de vacinação é baixa, e se espalhou para outros estados. A Organização Pan-Americana da Saúde relatou um aumento de casos na América do Norte, com 71% dos infectados não vacinados.

Kennedy Jr. também está incentivando a retirada da obrigatoriedade de vacinação escolar, especialmente em casos de objeções religiosas. A Flórida já anunciou planos para eliminar todas as exigências de vacinação, incluindo as para alunos. Essas mudanças levantam preocupações sobre o futuro da saúde pública nos EUA, um país que se destaca em ciência e tecnologia.

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