- O calor extremo de 1976 e a onda de calor desta semana podem se tornar parte da vida cotidiana nas próximas décadas se emissões de combustíveis fósseis não forem reduzidas e edifícios não forem adaptados.
- Espera-se que as temperaturas atinjam até 39°C no sul e no sudeste na quarta e na quinta-feira, ultrapassando o recorde de junho em mais de 3°C.
- Pesquisas das Universidades de Reading, Oxford e Newcastle, em conjunto com o Met Office, apontam que, até 23 de junho de 2056, podem haver picos de 45°C na Inglaterra, 41°C no País de Gales, 38°C na Escócia e 30°C em Belfast.
- A UK Health Security Agency orienta que escolas podem fechar janelas mais tarde e que ventiladores não devem ser usados quando a temperatura passar de 35°C.
- Especialistas destacam impactos passados e futuros, como interrupções na colheita, incêndios e aumento de custos, se não houver redução de emissões e adaptação de residências, escolas e serviços.
O calor extremo de 1976 e o tempo quente atual podem se tornar rotina nas próximas décadas, caso não haja redução de emissões de combustíveis fósseis nem adaptação de edifícios, segundo especialistas. A previsão aponta temperaturas acima de 39C em partes do sul e sudeste na quarta e quinta-feira, superando recordes de junho.
Estudos conjuntos de Reading, Oxford e Newcastle Universities analisam os impactos de picos de calor. O Met Office projeta que, em 23 de junho de 2056, os valores podem chegar a 45C na Inglaterra, 41C no País de Gales, 38C na Escócia e 30C em Belfast.
O UK Health Security Agency orienta que escolas podem precisar manter as janelas fechadas no fim do dia se o calor exterior subir, e desaconselha o uso de ventiladores quando as temperaturas passarem de 35C.
A referência histórica aponta que o evento de 1976 teve 15 dias consecutivos acima de 32C, com o pico de 35,9C em Cheltenham, no dia 3 de julho. Professores e especialistas destacam que as mudanças climáticas tornam padrões semelhantes mais prováveis.
O estudo conduzido para marcar o cinquentenário reuniu pesquisadores em Londres, com parceria entre universidades, Met Office, Royal Meteorological Society e centros de ecologia. O objetivo é informar o público sobre as mudanças esperadas.
Professora Hayley Fowler, da Newcastle University, ressalta que os impactos do calor de 1976 já parecem parte da vida futura se não houver redução rápida de emissões e adaptação de escolas, hospitais e moradias.
A diretora executiva da Royal Meteorological Society, Liz Bentley, enfatiza desafios para mães, gestantes e grupos vulneráveis diante de ondas de calor recorrentes. Ela aponta a necessidade de proteção e infraestrutura adequadas.
O professor Paul Behrens, da Oxford University, prevê pressões na alimentação familiar à medida que ondas de calor se intensificam e colhem várias safras ao redor do mundo, elevando custos e vulnerabilidade alimentar.
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