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Afrouxar política de net zero do Reino Unido prejudicaria economia, diz assessor

Ameaçar a política net zero britânica prejudicaria economia e confiança de investidores, diz Nigel Topping, evidenciando custos e atraso na descarbonização

Keadby wind farm in England.
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  • Enfraquecer a política de net zero do Reino Unido seria prejudicial à economia e à confiança de investidores, aponta Nigel Topping, presidente do Climate Change Committee (CCC).
  • O CCC publicou seu relatório mais recente ao Parlamento sobre o progresso rumo ao objetivo de emissões líquidas zero até 2050, destacando avanços em energia renovável e adoção de carros elétricos, mas atraso na demanda por bombas de calor.
  • O relatório cita que, segundo a Confederation of British Industry (CBI), a economia verde vale cerca de £ 100 bilhões por ano e cresce mais rápido que a economia como um todo.
  • Topping afirmou que qualquer recuo na agenda climática aumentaria custos e dificultaria investimentos, enfatizando a necessidade de manter o rumo para beneficiar o crescimento com energia mais barata no longo prazo.
  • O documento aponta que a adoção de bombas de calor ainda é baixa, com aumento de apenas 7% neste ano frente 56% no anterior, e que o custo inicial e a estrutura do mercado elétrico ajudam a limitar economias para alguns consumidores.

O presidente do Climate Change Committee (CCC), Nigel Topping, afirmou que enfraquecer a política britânica de net zero prejudicaria a economia ao desincentivar investimentos e ampliar custos, com impactos diretos em negócios e emprego.

O CCC publicou seu relatório mais recente ao parlamento, avaliando o progresso rumo à meta de emissões líquidas zero até 2050. O documento aponta avanços na energia renovável e na adesão a veículos elétricos, mas aponta atraso significativo na instalação de bombas de calor.

O estudo destaca ainda que, segundo a CBI, a economia de net zero movimenta cerca de 100 bilhões de libras por ano, crescendo mais rapidamente que o restante da atividade e gerando empregos bem remunerados. A consistência de políticas é vista como crucial para investimentos.

Na esteira da renúncia de Keir Starmer, a postura de Andy Burnham sobre questões ambientais voltou à pauta. Embora tenha apoiado energia eólica offshore, interlocutores indicam contradições entre o plano de “reindustrialização” e metas de net zero, segundo análises de economistas.

Topping ressaltou que flexibilizar a meta climática afastaria empresas e investidores e elevaria o custo de vida ao aumentar a dependência de combustíveis fósseis. A descarbonização do sistema elétrico estaria quase concluída, segundo ele, representando uma conquista nacional.

O próximo premiê deve manter o rumo, acelerando para energias renováveis, veículos elétricos e bombas de calor, que, se usadas corretamente, podem sair mais baratas que combustíveis fósseis. Os ganhos seriam significativos, segundo o comitê.

O relatório também levanta questões sobre as bombas de calor, que, apesar de três vezes mais eficientes que caldeiras a gás, exigem alto investimento inicial. Em algumas tarifas, a economia de energia não se materializa devido à estrutura do mercado.

Mesmo assim, as bombas de calor podem gerar economias de até 1.200 libras por ano para moradores urbanos e 1.900 libras em casas rurais com aquecimento a óleo, especialmente quando combinadas com painéis solares e veículos elétricos.

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