- A Kenya tornou-se o primeiro país africano a receber financiamento crucial para desastres climáticos, destinado a identificar perdas e danos causados pelo clima na última década.
- O montante de 90 milhões de shillings (cerca de 700 mil dólares) vem da Rede de Santiago sobre Perdas e Danos, mecanismo da Organização das Nações Unidas sediado na Suíça e financiado por contribuições voluntárias.
- O recurso será administrado pelo governo keniano e usado para identificar comunidades afetadas por secas, inundações, quedas de safras e outros eventos climáticos extremos.
- A aprovação foi anunciada pelo secretário principal do Departamento de Meio Ambiente, Mudanças Climáticas e Florestas, Festus Ng’eno, durante uma reunião da ONU em Bonn, na Alemanha; Kenya é o segundo país a receber esse fundo, após Vanuatu.
- Segundo autoridades kenianas, o financiamento busca criar sistemas para medir perdas e danos e facilitar eventual compensação, fortalecendo a resiliência diante das mudanças climáticas.
Kenya tornou-se o primeiro país africano a receber recursos significativos para perdas e danos causados pela climate change. O aporte visa identificar comunidades que sofreram danos climáticos na última década.
O financiamento, de 90 milhões de shillins (aprox. 700 mil dólares), veio da Santiago Network on Loss and Damage, mecanismo da ONU sediado na Suíça e financiado por contribuições voluntárias de países desenvolvidos. O governo keniano ficará responsável pela gestão.
Os recursos serão usados para mapear perdas ligadas a secas, inundações, falhas de culturas e outros eventos climáticos extremos que afetaram comunidades locais. Festus Ng’eno anunciou a notícia em encontro da ONU, em Bonn, na Alemanha.
Detalhes da aplicação e impacto
Segundo a Secretaria de Ambiente e Mudanças Climáticas de Kenya, a meta é estruturar sistemas de avaliação de perdas e danos para viabilizar eventual compensação. A iniciativa marca o funcionamento prático de ações propostas em décadas passadas.
Analistas veem o marco como sinal de liderança do país no tema. Fred Njehu, da Greenpeace, comentou que a medida migra de planos para ações efetivas, reforçando a resiliência climática nacional.
Autoridades kenianas destacam que o repasse mostra compromisso com justiça climática e reparações, em linha com demandas de nações africanas mais afetadas pelos impactos do aquecimento global. Politicamente, o país já defende modelos financeiros que acelerem o crescimento sustentável.
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