- Observação de alto número de polvo comum (Octopus vulgaris) começou no sul da Inglaterra e se espalhou até a Escócia e o País de Gales, conforme estudo com levantamentos científicos e mergulho técnico.
- O boom de polvo está ligado ao aquecimento das águas e a condições de reprodução mais favoráveis na primavera, marcando a maior safra já registrada.
- O aumento tem impactos mistos na pesca: predadores eficientes reduzem caranguejos e lagostas, prejudicando a captura tradicional de moluscos; ao mesmo tempo, a pesca de polvo dispara.
- Em 2025, a captura de polvo aumentou cerca de sete mil setecentos por cento, e no mercado de Brixham, em Devon, foram vendidas cem toneladas em um único dia.
- A mudança está reconfigurando o ecossistema marinho, incluindo alimento para focas, enguias e golfinhos raros, além de afetar a economia de pescadores.
Ontem foi revelado um novo estudo sobre a invasão de polvos na costa britânica. A pesquisa aponta que, após o surgimento recorde no sudoeste da Inglaterra em 2025, as observações se estenderam para o norte, alcançando País de Gales, Sul da Escócia e outras regiões do Reino Unido. A expansão ocorreu por meio de levantamentos científicos, monitoramento subaquático e relatos de mergulhadores recreativos.
Os polvos da espécie comum ou polvo-padrão, nativo da região, passaram a aparecer com frequência incomum em várias comunidades litorâneas. O aumento populacional foi atribuído a invernos mais amenos seguidos de muchado período de reprodução quente, aliado a mudanças no ecossistema marinho causadas pelo aquecimento das águas.
Segundo o pesquisador sênior Bryce Stewart, da Marine Biological Association, trata-se de uma diminuição de sentido pelo qual o maior surto já observado indica uma transformação profunda no ecossistema marinho britânico. O fenômeno tem impacto direto na pesca, especialmente para espécies de crustáceos, peixes e moluscos.
Desdobramentos ecológicos
A pesquisa indica que, apesar de benefícios para a captura de polvo, a abundância de predadores naturais como focas, congas e lontras pode sofrer alterações. O recuo de caranguejos e lagostas, predados pelos polvos, tem modificado práticas de pesca locais, com alguns pescadores registrando quedas na captura tradicional.
No entanto, o estudo aponta que houve registros de novas dinâmicas na cadeia alimentar. Os polvos passaram a fornecer alimento para alguns mamíferos marinhos e para espécies de água doce associadas ao litoral, configurando um efeito de reorganização ecológica em várias plataformas costeiras.
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