- Aislinn Pentecost-Farren criou tours de estilo guerrilha pelo Philadelphia Museum of Art, voltados para a história do clima por meio da arte, como parte do festival ArtPhilly 2026.
- O passeio mostra obras como View of the Waterworks, de 1826, e liga a transição de energia do wood/água para carvão à expansão industrial, destacando impactos ambientais e desigualdades econômicas.
- O projeto nasceu em 2023 como brochura independente e, para o ArtPhilly, ganhou versão pública e passou a incluir o Independence Seaport Museum e o Science History Institute.
- No PMA, o tour denuncia como raça, classe, deslocamento indígena e colonialismo integram a história climática e se relacionam com os artefatos da coleção.
- Nos outros espaços, a artista mostra como o petróleo e seus produtos moldaram a energia e a plastificação da sociedade, enfatizando transições energéticas sem repetir injustiças do passado.
A artista e curadora Aislinn Pentecost-Farren criou tours no estilo guerrilha para revelar como a crise climática está entrelaçada à história dos Estados Unidos, por meio de obras de arte e patrimônios. Os roteiros são parte do festival ArtPhilly 2026, que acontece na Filadélia até 2 de julho.
Durante visitas ao Philadelphia Museum of Art, Pentecost-Farren aponta obras como paisagens que retratam a antiga rede de água da cidade. A leitura proposta mostra como a transição de madeira para carvão impulsionou expansão industrial, deslocamentos de comunidades e desigualdades ambientalmente injustas.
O projeto nasceu em 2023 como um livreto autônomo para guiar visitantes pelo PMA. Em 2024, a instituição convidou a artista para realizar uma versão ao vivo na data do Earth Day. Com ArtPhilly, a iniciativa ganhou desdobramentos em outros espaços culturais locais.
Expansão do projeto
Além do PMA, os roteiros passaram a abranger o Independence Seaport Museum e o Science History Institute. Cada local oferece narrativas distintas sobre energia, transições energéticas e impactos sociais.
No Seaport Museum, a ênfase é como as mudanças de energia moldam comunidades costeiras. Já no Science History Institute, é retratada a relação entre o uso de combustíveis fósseis e a plasticização de produtos, a partir de histórias corporativas e tecnológicas.
Propósito histórico e educativo
Aislinn destaca que as visitas conectam eventos centrais da história norte‑americana aos aumentos de gases de efeito estufa ao longo do tempo. O objetivo é tornar a crise climática mais concreta sem soar abstrato, usando o olhar histórico para entender caminhos possíveis.
Ao considerar a transição energética, Pentecost-Farren questiona como evitar repetir desigualdades do passado. O trabalho busca oferecer ferramentas para compreender o presente por meio de contextos históricos, permitindo imaginar futuros diferentes.
Entre na conversa da comunidade