- Em 2025, as formigas-rio-tropical (Solenopsis geminata) foram completamente erradicadas da Ilha Melville, nas Tiwi Islands, perto de Darwin, no Território do Norte, Austrália.
- O esforço contou com a Tiwi Ranger Team, parte do Indigenous Rangers Program, envolvendo mais de quarenta rangers ao longo de cerca de vinte e duas anos.
- A área impactada foi de 1,535 hectares, com abordagem baseada em localizar ninhos específicos e aplicar iscas, monitorando para assegurar remoção total.
- A erradicação rendeu aos rangers o Territory Indigenous Natural Resource Management Award em Darwin, em 2025.
- Entre os aprendizados estão a importância do apoio da comunidade, a necessidade de biossegurança constante e a possibilidade de aplicar métodos semelhantes em outras regiões, como o Ashmore Reef.
A Erupção de Tesla? Não. A notícia é sobre a erradicação de formigas-tropicales invasoras em Melville Island, nas Tiwi Islands, em Darwin, Território do Norte, Austrália. Em 2025, as formigas foram completamente eliminadas, encerrando duas décadas de combate.
As formigas-tropical fire (*Solenopsis geminata*) foram introduzidas no arquipélago no início dos anos 2000 e se naturalizaram na região. Elas impactavam aves nativas, mamíferos e até o desove de tartarugas, segundo agentes locais.
A equipe Tiwi Rangers, apoiada pelo Indigenous Rangers Program, coordenou o esforço de erradicação ao longo de cerca de 1.535 hectares. Ao longo de mais de 20 anos, mais de 40 rangers participaram da operação.
Processo e resultados
O método consistiu em localizar ninhos específicos e aplicar raticidas na isca Amdro, com monitoramento contínuo para confirmar a erradicação total. O trabalho exigiu visitas repetidas a áreas residenciais e locais públicos.
Especialistas destacam a importância do apoio comunitário para alcançar o sucesso. O projeto também envolveu a Tiwi Plantations Corporation, maior empreendimento indígena de agricultura na região.
Perspectivas e lições
Especialistas ressaltam que, embora a erradicação tenha sido bem-sucedida em Melville, replicar o modelo exige adaptação local. A prevenção de novas incursões passa por biossegurança constante e monitoramento ativo.
A equipe de guardiões das Tiwi mantém vigilância para riscos adicionais, incluindo a presença de porcos e gatos. Um oficial de biossegurança acompanha cargas que chegam às ilhas para impedir novas espécies invasoras.
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