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Desaparecimento de águia-marinha levanta questão sobre predador ou presa

Águia de cauda branca rastreada por satélite desaparece nos North York Moors; polícia investiga possível crime contra aves de rapina e busca informações públicas

White-tailed sea eagle. with tracker just visible on back
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  • A polícia do Reino Unido investiga o desaparecimento de uma águia de cauda branca (águia-marinha) marcada por satélite, na região de Snilesworth, norte das montanhas North York Moors.
  • O falcão, parte de um projeto de reintrodução, foi visto pela última vez ao adentrar os moais em 30 de abril, e o sinal parou de transmitir pouco depois.
  • O caso acontece em meio aos esforços de reintrodução de águias-de-cauda-branca na Inglaterra, com dezenas de aves soltas desde a Isle of Wight e registros recentes de ninhos em Dorset.
  • Especialistas apontam a possibilidade de envenenamento, caça ou captura ilegal de aves de rapina, prática já associada a crimes na região de North Yorkshire.
  • Autoridades e organizações relacionadas destacam o histórico de perseguição a aves de rapina na área e dizem que as investigações buscam esclarecer o que ocorreu, sem conclusões até o momento.

Os oficiais da unidade nacional de crime contra a vida selvagem, acompanhados pela polícia de North Yorkshire, foram à propriedade Snilesworth, nos Morros Orientais de North York, em busca de pistas sobre o paradeiro de uma águia-pesqueira. O bicho, tagueado por satélite desde o nascimento, desapareceu depois de entrar na zona de cativeiro de um roost.

O caso envolve a reintrodução de águias-poitais no sul da Inglaterra, projeto apoiado pela Roy Dennis Wildlife Foundation e pela Forestry England desde 2019. Até hoje, 45 jovens águias foram soltas na Ilha de Wight, com avanços recentes em Dorset em 2025.

O último sinal registrado da águia ocorreu no norte de North York Moors, perto de um uma área de criação de aves de caça. O local foi alvo de buscas com o apoio de funcionários de estate, sem recuperação até o momento. As autoridades pedem informações da comunidade.

Dados da RSPB indicam que, entre 2015 e 2024, houve 921 incidentes confirmados de perseguição a aves de rapina no país, sendo mais da metade em áreas ligadas à caça de aves. North Yorkshire aparece entre as regiões com maior registro de casos.

O monitoramento do animal, que também já percorreu a costa sul, a leste da Inglaterra, até Aberdeenshire, mostra uma trajetória com deslocamentos frequentes. Os especialistas avaliam que o desligamento do sinal aponta para uma possível morte ou interferência externa.

A polícia de North Yorkshire, a RDWF e a RSPB ressaltam que o desaparecimento é levado a sério, dada a relevância do programa de reintrodução. A investigação visa esclarecer as circunstâncias e confirmar o destino da ave.

Representantes de organizações ligadas à caça destacam a necessidade de cautela. Eles reiteram o compromisso com a proteção das aves de rapina e com a apuração de qualquer participação indevida em incidentes.

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