- O World Peatland Day, em 2 de junho, destaca a importância das peatlands na luta contra as mudanças climáticas; ocupam 3% da superfície terrestre e armazenam quase um terço do carbono mundial.
- As Cuvette Centrale, no Congo Basin, são o maior pântano tropical do mundo, do tamanho da Inglaterra, com cerca de 30 bilhões de toneladas de carbono; alguns lagos estão liberando carbono antigo, entre 2.000 e 3.500 anos, estudo aponta.
- Em regiões árticas, comunidades indígenas de Europa, Canadá e Estados Unidos trabalham para criar o primeiro centro coordenado de restauração de peatlands árticos e boreais, já que o derretimento do permafrost aumenta as emissões; já foram recuperados mais de 100 mil hectares.
- As comunidades Gwich’in, no Noroeste do Canadá, removem espécies invasoras para manter o acesso aos territórios tradicionais e fortalecer práticas de uso da terra.
- No Peru, a floresta de peatland perto do rio Pastaza tem abundância de aguajales; métodos de colheita mais sustentáveis ajudam a preservar a biodiversidade, meios de subsistência locais e o carbono do ecossistema.
World Peatland Day, celebrado em 2 de junho, destaca a importância dos peatlands para o clima. Esses ecossistemas úmidos armazenam carbono de forma prolongada, contribuindo para o equilíbrio global.
Apesar de cobrirem apenas 3% da superfície terrestre, os peatlands abrigam quase um terço do carbono mundial. Eles variam desde bosques boreais na Sibéria até áreas tropicais da África Central.
Carbono ancestral vazando de lagos no Congo Basin
No Congo Basin, o maior peatland tropical do mundo foi mapeado há cerca de uma década. Estima-se que os pântanos de Cuvette Centrale contenham cerca de 30 bilhões de toneladas de carbono.
Estudos recentes indicam que alguns lagos da região liberam carbono antigo. Modelagem estatística sugere que boa parte das emissões locais tem entre 2.000 e 3.500 anos.
Ainda não se sabe se esse carbono é liberado por fenômeno natural ou por mudanças no sistema. Pesquisas seguem para entender as causas.
Conservação no Ártico com saberes indígenas
Na região ártica, o degelo do permafrost aumenta as emissões de carbono de peatlands. Comunidades locais de Europa, Canadá e EUA ajudam a criar o primeiro centro de restauração coordenada de peatlands árticos e boreais.
Os projetos valorizam o conhecimento indígena para a conservação. Em Nunavut, Gwich’in removem plantas invasoras para manter áreas tradicionais acessíveis aos povos.
Mudanças e preservação na bacia do Pastaza, Peru
Um bosque de peatland próximo ao rio Pastaza, no Peru, é dominado pela palmeira aguaje. A colheita tradicional, que utilizava os frutos, ganhou prática mais sustentável diante da escassez.
Agora as comunidades sobem nas árvores e sacodem os frutos, reduzindo impactos e fortalecendo a biodiversidade local. O manejo sustentável sustenta também o carbono do ecossistema.
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