- Em três anos de rewilding, a Heal Somerset, em east de Somerset, viu espécies de aves saltarem de 67 para 94; borboletas passaram de 11 para 24; e mamíferos pequenos cresceram.
- O projeto é o primeiro site da Heal Rewilding e o relatório local acompanha dados de uma pesquisa nacional sobre o declínio da natureza.
- Observações indicam retorno da vida selvagem após a agricultura convencional ser interrompida; num censo, o local tinha cinco espécies de pequenos mamíferos, frente a três em uma fazenda orgânica próxima.
- Atualmente há pelo menos quinze espécies de morcegos e sessenta de aves de reprodução, incluindo o bulfinho, uma espécie em perigo, e o tree pipit.
- O método é baseado em processos naturais, sem metas fixas para espécies específicas; córregos voltaram a fluir de forma mais natural com lontras castores, madeira decaída permanece, e há introdução gradual de porcos, com planos de reintrodução de gado e pôneis.
Heal Somerset, na cidade de Frome, no leste de Somerset, está tendo resultados de recuperação da natureza após três anos de rewilding em uma antiga fazenda leiteira. A prática prioriza processos naturais, sem metas fixas de espécies, para permitir que o ecossistema se reorganize.
Ao longo de 190 hectares, aves, mariposas e pequenos mamíferos mostram ganhos expressivos. O inventário de aves de criaçoes subiu de 67 para 94 espécies. As borboletas passaram de 11 para 24, enquanto mamíferos resolvem-se em maior número.
O projeto, promovido pela Heal Rewilding, abriu espaço para várias espécies retornarem. Um levantamento de armadilhas humanas identificou cinco pequenas espécies animais, ante três em uma fazenda leiteira orgânica vizinha.
Heal Somerset tornou-se habitat de pelo menos 15 espécies de morcegos, além de aves de migração. Entre as espécies em destaque estão o bulfinche em perigo e o tree pipit, outro pássaro ameaçado pela redução de habitats.
A iniciativa envolve a comunidade: mais de 250 voluntários participam de monitoramento, remoção de cercas e trabalhos de reflorestamento. O projeto mantém parcerias com 15 grupos vulneráveis para gestão do espaço.
A paisagem ganhou rios com fluxo mais natural, favorecidos pela presença de castores que se espalham pelos rios da região. Madeira morta é deixada para promover a biodiversidade, com clareamento reduzido para favorecer o habitat.
Além dos animais, a propriedade recebeu seres vivos como porcos tamworth, que já circulam livres. A introdução planificada de bovinos e pôneis ocorrerá em pequenas quantidades, integrados a clareiras, pastagens e bosques.
Para a equipe, o movimento também envolve visitantes que chegam ao local para lazer ou acampamento. O envolvimento comunitário reforça a percepção de abundância e proximidade com a natureza, segundo os responsáveis.
Segundo Jan Stannard, diretor executivo, a experiência de janeiro de 2023 mostra que manter a natureza em silêncio e sem perturbação pode trazer resultados positivos. O retorno da fauna é visto como sinal de sucesso.
Dan Hill, jovem guarda ribeirinha, relembra a transformação: a monocultura de aveia era dominante na época inicial. Em três anos, o ambiente mudou drasticamente, trazendo entusiasmo e aprendizado para quem trabalha no local.
O relatório do Heal Rewilding surge como resposta à pouca atenção dada à rewilding no State of Nature de 2023. A organização ressalta a necessidade de dados robustos para consolidar a prática como parte de estratégias nacionais de recuperação ambiental.
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