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Governo cria grupo de especialistas para monitorar eventos extremos por El Niño

Governo reúne grupos de pesquisa e ministérios para monitorar o El Niño, manter a Sala de Situação e ampliar brigadistas contra incêndios florestais

Nuvens carregadas se formam na região na oeste da capital paulista
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  • Governo criará grupo de especialistas e fará reuniões semanais entre ministérios, institutos e universidades para monitorar o El Niño e coordenar ações no Brasil.
  • Já houve três reuniões técnicas entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); as reuniões passaram a ocorrer semanalmente diante da previsão de agravamento.
  • A Sala de Situação sobre Incêndios Florestais foi retomada, reunindo 13 ministérios e nove autarquias federais para acompanhar cenários críticos e definir respostas.
  • Em 2026, serão cerca de 4,630 profissionais mobilizados para prevenção e combate ao fogo, com 4,4 mil brigadistas federais e mais 220 servidores do Ibama e do ICMBio, acima de 2025.
  • O El Niño já está configurado e os impactos devem variar por região: Sul tende a mais chuvas e risco de enchentes; Norte e Nordeste podem ter menos chuvas e temperaturas mais altas, com intensidade ainda incerta.

O governo brasileiro formou um grupo de especialistas para monitorar o El Niño e seus impactos no país, com encontros semanais entre ministérios, institutos de pesquisa e universidades. A mobilização visa planejar ações de prevenção e resposta em âmbito federal, estadual e municipal.

Representantes do MMA, Cemaden, Inpe e da UFRJ já realizaram três reuniões técnicas sobre o tema. As sessões subsidiam o planejamento de ações integradas com universidades, governos locais e sociedade civil para mitigar efeitos climáticos adversos.

As reuniões, que antes ocorriam a cada 45 dias, passam a ocorrer semanalmente diante da previsão de agravamento dos impactos nos próximos meses. Medidas estruturadas já vinham sendo preparadas desde o início do ano.

Redução de atuação de fogo e sala de crise

O governo retomou a Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, reunindo 13 ministérios e nove autarquias para monitorar cenários críticos. O objetivo é subsidiar respostas emergenciais durante períodos de maior risco.

Além disso, mais de 4,4 mil brigadistas federais atuarão em 2026, distribuídos em 240 brigadas. Quando somados a 220 servidores do Ibama e do ICMBio, totalizam 4.630 profissionais mobilizados.

Essa mobilização é maior que a verificada em 2025, quando foram contratados 4.358 brigadistas. A medida faz parte da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que coordena ações entre União, estados, municípios e sociedade civil.

Panorama do El Niño e impactos no Brasil

O Cemaden afirma que o El Niño já está configurado e seus efeitos já são observados em várias regiões do mundo. Países como EUA, Austrália e nações europeias registram aquecimento e variações climáticas associadas.

No Brasil, os impactos tendem a aparecer de forma gradual e com variação regional. No Sul, a expectativa é de chuvas mais intensas na primavera, elevando o risco de enchentes e alagamentos.

Nos estados do Norte e do Nordeste, a percepção é de que os efeitos ficarão mais visíveis no verão e outono de 2027, com redução de chuvas e elevação de temperaturas, o que pode afetar reservatórios e atividades agrícolas.

Importância da prevenção e monitoramento

Especialistas ressaltam que a intensidade do fenômeno depende de fatores como o aquecimento do Pacífico. O El Niño pode potencializar eventos extremos, mas a resposta eficaz dos governos reduz prejuízos.

O monitoramento constante, aliados a ações de prevenção e resposta rápido, é apontado como determinante para reduzir impactos nas próximas temporadas de chuva, seca e risco de incêndios florestais.

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