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Austrália processa 3M por soma recorde de PFAS na espuma antincêndio

Austrália move ação contra a 3M, buscando mais de US$ 2 bilhões por contaminação de PFAS em bases de defesa, maior cobrança já do governo federal

The Australian government alleges 3M engaged in misconduct including withholding and misrepresenting information about the effects of aqueous film-forming foam and not disclosing what it knew about environmental risks.
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  • O governo australiano abriu ação contra a 3M, buscando mais de US$ 2 bilhões em indenizações por contaminação de PFAS em bases de defesa.
  • A ação sustenta que os PFAS, usados em foam de combate a incêndios, causam danos ambientais e econômicos, configurando a maior cobrança já movida pelo governo federal.
  • A defesa informou que 28 bases australianas foram afetadas, com remoção e tratamento de mais de 200 mil toneladas de solo contaminado e uso de mais de 13 bilhões de litros de água na descontaminação.
  • A 3M afirma que não fabrica PFAS na Austrália e interrompeu as vendas há cerca de duas décadas, enquanto o Ministério da Defesa diz ter utilizado o material por mais tempo.
  • A empresa já fechou acordo nos EUA em 2023 no valor de US$ 10,3 bilhões para pagamento de limpeza de sistemas de água contaminados por PFAS.

A Austrália abriu uma ação contra a 3M, buscando mais de US$ 2 bilhões em danos, em uma das maiores reivindicações legais já movidas pelo governo federal. A acusação envolve contaminação por PFAS em bases de defesa.

Segundo o governo, os PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, usados no foam de combate a incêndos, causaram danos ambientais e econômicos significativos. A defensoria aponta que a contaminação gerou custos de investigação, remediação e mitigação superiores a US$ 1 bilhão até o momento.

A ação destaca que a 3M, com subsidiária local, teria omitido informações sobre os impactos ambientais e emitido garantias sobre descarte e segurança ambiental que não condiziam com o conhecimento da empresa. A denúncia envolve 28 bases militares em todo o país.

Bases e impactos

Defesa informou que, até hoje, mais de 200 mil toneladas de solo contaminado foram removidas e tratadas, em atividades que demandaram mais de 13 bilhões de litros de água. A operação de despoluição teve início gradual em 2004.

Peter Khalil, subdefensor, afirmou que os PFAS atingiram as bases e que o processo busca recuperar custos significativos já incorridos pelo órgão na gestão do patrimônio de defesa e apoio aos afetados.

A 3M informou que nunca fabricou PFAS na Austrália e que as vendas do produto foram encerradas há cerca de duas décadas. A empresa disse que se defenderá dos pedidos nos procedimentos legais.

Contexto e desfechos internacionais

A empresa já concordou com um acordo de US$ 10,3 bilhões nos EUA em 2023 para limpar sistemas de água municipais contaminados por PFAS, com financiamento para remoção de poluição. O EPA dos EUA classifica PFAS como questão urgente de saúde pública e ambiental.

Partidos de oposição destacaram a necessidade de responsabilização de produtores e varejistas de plásticos quanto aos produtos que contêm PFAS. Um inquérito parlamentar anterior apontou riscos residuais em todo o país.

A Austrália também teve acordo anterior envolvendo PFAS, com uma ação coletiva de US$ 133 milhões fechada em 2023 em sete locais. A batalha legal atual busca ampliar a responsabilização e os recursos destinados à limpeza e compensação.

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