- Incêndio em Santa Rosa Island, parte do Parque Nacional das Ilhas Channel, queimou aproximadamente 18.300 acres, o maior já registrado na ilha.
- As imagens de satélite de 20 de maio mostram vastas áreas carbonizadas e destacam o impacto em ecossistemas únicos da ilha, lar de espécies endêmicas.
- A causa ainda está sob investigação; autoridades relatam que chamas foram vistas após um homem de 67 anos ter caído ao mar e feito sinalização com foguetes, segundo a guarda costeira.
- O fogo, com vento forte, apresentou comportamento extremo e dificultou apoio aéreo; equipes de combate atuaram com recursos para evitar distúrbios em habitats sensíveis e sítios arqueológicos.
- A partir de agora, equipes da National Park Service farão avaliações de severidade do fogo e iniciarão ações de restauração e proteção de recursos culturais e naturais, com especialistas BAER previstas para chegar à ilha quando seguro.
O fogo que atingiu Santa Rosa Island, uma das Channel Islands, devorou mais de 18 mil hectares e é hoje considerado o maior incêndio já registrado na ilha, situada ao largo da costa sul da Califórnia. As imagens de satélite mostram manchas negras na região, capturadas em 20 de maio pelo Modis, equipamento da Nasa. A operação permanece sob investigação sobre as causas.
Os especialistas destacam que o ecossistema da ilha, isolado do continente, abriga espécies raras e ameaçadas, muitas endêmicas. A área afetada pode ter impactos duradouros nas plantas e animais que não ocorrem em nenhum outro lugar do planeta.
Condutor e combate ao fogo
A origem do incêndio ainda está sendo investigada. Relatos indicam que um velejador caiu na costa rochosa de Santa Rosa, lançou sinalizadores e acionou socorro, com o solo marcado por um SOS gravado na terra queimada. Bombeiros combateram o fogo sob ventos fortes e com camadas de névoa costeira, que dificultaram apoio aéreo.
As equipes operaram em terreno íngreme e acidentado, com a comunicação prejudicada e acesso restrito. Agentes da CalFire informaram que recursos consultivos de restauração estiveram no local para minimizar distúrbios durante as ações de contenção, incluindo o uso de escavações para criar cortinas de contenção.
Proteção de ecossistemas e próximos passos
Especialistas da National Park Service conduzem análises de severidade do fogo e monitoram a área para entender como os ecossistemas reagem a perdas de vegetação. Assim que for seguro, técnicos da BAER (Burned Area Emergency Response) devem chegar para avaliar estabilidade do solo, mudanças hídricas, danos a infraestrutura e riscos a recursos culturais e naturais.
A ilha é conhecida como a “Galápagos da Califórnia” pela diversidade de vida marinha e terrestre. Cerca de 46 plantas e animais são endêmicos de Santa Rosa, com sete espécies vegetais federalmente listadas e animais como a raposa da ilha e o rato-de-cauda, exemplos de espécies extremamente vulneráveis a distúrbios.
Conservação e recuperação
A restauração entra agora como foco principal. As autoridades destacam que o manejo da paisagem pós-incêndio é crítico para reduzir danos adicionais durante a recuperação. Observa-se que as torres Torrey pine, localizadas no nordeste da ilha, sofreram danos iniciais, mas permanecem em grande parte intactas. Essas árvores são raras e crescem apenas na ilha e em uma pequena área em San Diego.
A ilha abriga sítios arqueológicos de quase 13 mil anos de história Chumash, reforçando a importância cultural da região. Autoridades ressaltam o compromisso com a proteção de habitat, recursos naturais e patrimônio cultural durante a fase de recuperação.
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