- O Departamento do Interior dos EUA planeja leilões de concessões para minerais do fundo do mar em águas federais, com a primeira venda em American Samoa em agosto de 2026, seguida de CNMI em novembro de 2026 e Alaska em 2027.
- Se confirmadas, seriam os primeiros leilões desse tipo no mundo, abrindo espaço para mineração comercial no fundo do mar em áreas potenciais que somam cerca de 875 mil quilômetros quadrados.
- As vendas ocorreriam via leilões competitivos, concedendo direitos exclusivos para explorar e extrair minerais em trechos designados do leito marinho.
- O BOEM acompanha o processo com avaliações ambientais e consultas, enquanto a NOAA já iniciou levantamento do leito para informar agências e público.
- Críticos e comunidades locais alertam sobre danos ambientais e impactos socioculturais; defensores citam benefícios estratégicos de minerais críticos.
O governo dos Estados Unidos se prepara para leiloar blocos do leito marinho em águas federais, em um passo que pode iniciar a mineração profunda comercialmente. A agência responsável pela política é a BOEM, vinculada ao DOI. Os leilões ocorreriam por meio de licitações competitivas.
Conjunto de áreas identificado abrange quase 875 mil km² em três territórios: American Samoa, CNMI (Comuna de Ilhas Horárias e Marianas do Norte) e Alasca. Se realizada, a operação abriria direito exclusivo para explorar minerais no leito marinho poessado. A mineração se tornaria pioneira no mundo.
Os três leilões estão previstos para 2026 e 2027. O primeiro ocorre em American Samoa, em agosto de 2026; depois, CNMI em novembro de 2026; e o terceiro em Alaska, em 2027. A confirmação foi feita por porta-voz da BOEM.
Segundo o DOI, as etapas incluem consulta pública, publicação de avisos e avaliações ambientais. O processo já avançou com consultas abertas e avaliações formais para American Samoa e CNMI. A NOAA iniciou mapeamento dos fundos marinhos para informar as análises.
A possibilidade de mineração profunda é objeto de debate. Defensores argumentam que pode suprir minerais críticos para a tecnologia e a economia. Críticos alertam para danos ambientais potencialmente irreversíveis ao ecossistema marinho.
Tony Romeo, CEO da Eco Minerals, afirmou à Mongabay que pretende extrair em todos os três locais, com maquinaria de baixo impacto. Ambientalistas, como Arlo Hemphill do Greenpeace USA, contestam a viabilidade de não causar danos significativos ao ambiente marinho.
A discussão envolve ainda a reconstituição de agências. O governo federal pretende reunir BOEM e BSEE para formar a Marine Mineral Administration, medida vista com ceticismo por parte de especialistas e ex-gestores. Críticos temem enfraquecimento de fiscalização ambiental.
No âmbito local, autoridades de American Samoa mantêm cautela. O governador Pula destacou prioridade ao bem-estar da população, ao setor de pesca e à saúde dos oceanos, recepcionando oportunidades que não causem danos ambientais.
Fontes oficiais asseguram que as consultas com comunidades indígenas e tribais seguem em curso. A BOEM afirma que recursos e know-how serão assegurados para cumprir responsabilidades legais e regulatórias durante as atividades, caso haja leilão.
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