- Bornholm, ilha dinamarquesa no Báltico, vive crise ambiental e geopolítica, com portos vazios e indústria de pesca em declínio.
- Bancada de algas nocivas e zonas mortas se aproximam das praias de Bornholm, resultado de eutrofização causada por fertilizantes e esgoto que consomem oxigênio no fundo do mar.
- O Báltico é altamente poluído, com substâncias químicas, plásticos, pesticidas e munições; mudanças climáticas agravam a elevação da temperatura e a redução da biodiversidade.
- Iniciativas locais e internacionais: Ivandet oferece educação ambiental e atividades educativas; Fundação John Nurminen trabalha com agricultores para reduzir fósforo no solo; cooperação de HELCOM para eliminar hotspots e reduzir emissões de navios.
- Risco geopolitico persiste: frota fantasma russa aumenta o temor de derramamento de óleo; autoridades negam ou minimizam, mas a recuperação do mar pode ser inviável.
A zona costeira de Bornholm, ilha dinamarquesa situada no Mar Báltico, enfrenta uma crise ambiental e geopolítica. As zonas mortas avançam pelo fundo do mar, pressionadas pela eutrofização, poluição e pelo risco de derramamentos de petróleo. A circulação de navios na região, aliada à atividade industrial, agrava o quadro.
A pesca comercial em Bornholm foi suspensa desde 2019, após o colapso das stock de bacalhau. Em 2024, a associação de pescadores local, com uma história de 141 anos, encerrou as atividades. Hoje, a cidade vive de turismo e de iniciativas de educação ambiental.
Ameaças persistentes noBaltico
Especialistas alertam que o Baltic está entre os mares mais poluídos do mundo. A eutrofização é causada por nitrogênio e fósforo provenientes de atividades agrícolas, que alimentam grandes blooms algais. Quando morrem, essas algas consomem oxigênio do fundo, gerando zonas sem vida.
Dados da HELCOM indicam que o mar Báltico é pouco ventilado, com troca de água lenta. A região recebe águas de diversos rios e abriga quase 90 milhões de pessoas. O volume de navios que circulam no Báltico é elevado, elevando a pressão sobre o ecossistema.
Iniciativas locais e internacionais
Grupos locais, como Ivandet, atuam com educação ambiental e participação pública. A organização manteve a antiga fábrica como centro de atividades, criando uma lagoa artificial para observar a vida marinha e promover conversas entre famílias.
Pesquisadores vinculados à National Institute of Aquatic Resources colaboram em projetos de restauração de habitats. Uma startup beta trabalha em tecnologias para reverter a depleção de oxigênio nos sedimentos, mantendo sigilo sobre avanços específicos.
Perspectivas e riscos geopolíticos
Especialistas destacam que, além da violência ecológica, há riscos de derramamento de óleo associadas à frota “fantasma” russa, criada para contornar sanções. Autoridades afirmam que um incidente assim poderia agravar ainda mais a crise ambiental do Báltico.
Organizações internacionais acompanham o progresso de políticas de proteção. Medidas de redução de nutrientes já apresentaram resultados de melhoria em alguns indicadores, com redução de derramamentos de óleo detectados desde a década de 1980.
Caminhos futuros
Autoridades de cooperação regional destacam a importância de manter ações conjuntas para reduzir emissões de enxofre e NOx em navios, bem como ampliar programas de monitoramento e recuperação. A restauração completa do Báltico é vista como improvável a curto prazo, mas avanços locais podem amenizar impactos.
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