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Moscas ajudam a detectar sinais de poluição em rios

Mais de sessenta grupos de detetives fluviais ampliam o sistema de alerta precoce à poluição, com treinamentos e repasse rápido de dados à Sepa.

Conservation management student, Anna Dorward, took part in the Peebles training
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  • Mais de sessenta grupos voluntários monitoram rios na Escócia desde a expansão do programa Riverfly há quatro anos.
  • Ao medir a fauna de invertebrados, como mayflies, caddisflies e stoneflies, o monitoramento identifica quedas na qualidade da água e comunica rapidamente as mudanças à Scottish Environment Protection Agency (Sepa).
  • Já foram registrados mais de mil levantamentos, cobrindo bacias do norte ao sul, incluindo Abhainn Gleann Leircag, Mosset Burn, Cree e Tweed.
  • O programa nasceu na Inglaterra há cerca de vinte anos e foi expandido para a Escócia em dois mil e vinte e dois pela organização Buglife, com treinamentos contínuos para ampliar o sistema de alerta.
  • Em Peebles e nos Borders, a Tweed Foundation trabalha com grupos locais para treinar novas equipes, que aprendem a identificar oito invertebrados-alvo e espécies não nativas, como demon e killer shrimps, além de coletar amostras mensalmente.

Em meio a crescentes ações de proteção, o programa de monitoramento de riverflies se amplia pelo país. Mais de 60 grupos de detetives fluviais voluntários foram formados desde a implementação da Riverfly Partnership na Escótria, há quatro anos.

Ao acompanhar a vida de invertebrados nos rios, como caddisflies, mayflies e stoneflies, o sistema permite detectar quedas na qualidade da água de forma rápida. Os treinamentos deste ano já começaram para ampliar o sistema de alerta precoce.

Expansão e atuação

O programa começou há cerca de duas décadas na Inglaterra, com a Buglife responsável pela sua expansão para a Escócia em 2022. Ao registrar os números de invertebrados, as mudanças na qualidade da água são detectadas precocemente.

A maior parte das bacias na Escócia já possui pelo menos um grupo de monitoramento, desde Abhainn Gleann Leircag e Mosset Burn, no norte, até Cree e Tweed, no sul. Mais de 1.000 levantamentos já foram registrados.

Parcerias e formação

Em particular, na fronteira com a Inglaterra, a Buglife trabalha com a Tweed Foundation para ampliar o monitoramento. Atualmente há seis grupos ativos em Peebles, Jedburgh, Ancrum, Heriot, Earlston e Walkerburn, com novas turmas previstas em Coldstream, Eyemouth e Innerleithen.

A coordenadora de voluntários da Tweed Foundation, Erica Chapman, afirma que a iniciativa permite que todos contribuam para a saúde do rio. Ela destaca que riverflies são como os canários dos cursos d’água, sinalizando problemas quando ausentes.

Treinamento e participação

Durante as sessões de Peebles, 12 voluntários, entre eles o angler Neil Macintyre, ajudaram a identificar e contar as espécies. Macintyre diz que o treinamento elevou seu conhecimento sobre invertebrados e sobre como manter o rio saudável.

Anna Dorward, estudante de gestão de conservação, participa por residir próximo ao Tweed. Ela explica que as amostras são colhidas mensalmente no mesmo trecho do rio. As quatro etapas incluem recolha, separação e contagem das espécies.

Papel das agências e próximos passos

A monitoração de riverflies complementa os trabalhos de órgãos oficiais; quando alterações são detectadas, os dados são repassados imediatamente à Scottish Environment Protection Agency, a Sepa. A organização mantém o plano de expandir o programa com mais treinamentos e kits para novos grupos.

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