- 67% dos novos datacenters nos EUA estão sendo erguidos em áreas rurais, diferente do que já existe majoritariamente em cidades.
- Montana: Broadview terá campus de 5.000 acres (≈20,2 km²) com possível infraestrutura de 12 a 16 edifícios; proposta já tem carta de intenção de fornecimento de até 1.000 megawatts de energia.
- Utah: projeto Stratos prevê campus de 40 mil acres com 9 gigawatts de capacidade e usina a gás; estudo ambiental e impactos hídricos são contestados pela população local.
- A região de Box Elder registrou resistência expressiva, com protestos durante a aprovação e possibilidade de um referendo em novembro para reverter a decisão.
- Dados nacionais: existem 4.287 datacenters nos Estados Unidos, sendo 1.500 em construção; grande parte dos novos projetos é alvo de cobranças sobre uso de água e impactos ambientais.
A expansão de datacenters de IA para o interior dos EUA aumenta o confronto entre comunidades locais e grandes empresas de tecnologia. Dados indicam 4287 estruturas no país, com 1500 em construção. Enquanto 87% dos datacenters em operação ficam em áreas urbanas, 67% dos novos estão em áreas rurais.
Moradores reúnem-se para exigir mais transparência, estudos independentes e tempo para avaliar impactos antes das obras. A mobilização já ocorre em 42 estados, segundo levantamento da Data Center Watch.
Montana
Broadview, cidade de cerca de 140 habitantes, recebe a proposta da Quantica Infrastructure para um campus de 5000 acres. A empresa prevê até 16 edifícios, cada um com até 27 mil m², conforme reportagem do New York Times.
A NorthWestern Energy assinou carta de intenções para fornecer até 1000 MW ao projeto. A potência prometida seria suficiente para abastecer um dia típico de consumo residencial no estado.
Com moradores questionando impactos hídricos, a documentação do empreendimento foi parcialmente censurada em reunião pública, segundo a imprensa local. A água é apontada como principal preocupação comunitária.
Utah
Em Box Elder, a comissão local aprovou o projeto Stratos, com campus de 40 mil acres, capacidade de 9 GW e usina a gás. A decisão ocorreu em 4 de maio, por unanimidade, segundo a CNN.
A iniciativa recebe apoio de investidores e de órgão estadual ligado a instalações militares. A capacidade prevista supera o dobro do consumo anual de energia do estado.
Moradores alertam para riscos de emissões, calor e pressão adicional sobre o aquífero próximo ao Grande Lago Salgado, que já vem diminuindo. A sessão contou com protestos e tensão entre público e autoridades.
Um possível referendo foi apontado por opositores, que já coletam assinaturas para levar a consulta ao pleito de novembro. A medida depende de avaliação jurídica.
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