- Pesquisa com dois mil adultos no Reino Unido mostra que quase noventa por cento têm memórias positivas de brincar ao ar livre na infância.
- Hoje, quase metade dos adultos passa menos de três horas por semana em ambientes naturais como jardins, parques, campos ou bosques.
- Um em cada dez dedica menos de uma hora semanal ao ar livre.
- O levantamento contrasta com a infância, quando quase dois terços diziam passar mais da metade do tempo livre fora de casa.
- A Wildlife Trusts destaca benefícios à saúde de estar na natureza e aponta desigualdades de acesso; o governo planeja ampliar espaços verdes, com metas de acesso a parques a quinze minutos a pé.
O estudo, realizado para a Wildlife Trusts, revela que quase metade dos adultos no Reino Unido passa menos de três horas por semana em ambientes naturais como jardins, parques e bosques. Um a cada dez fica pior, com menos de uma hora.
A pesquisa envolveu 2.000 pessoas e aponta contraste com a infância, quando cerca de dois terços dedicavam mais da metade do tempo livre ao ar livre. A tendência sugere queda no tempo de contato com a natureza ao longo da vida.
Segundo dados da ONG, 90% dos adultos lembram com positivismo a brincadeira ao ar livre na infância, marcada por sensação de liberdade e alegria. A redução do tempo na natureza é tema de preocupação para a saúde pública.
Dados da pesquisa e contexto
A análise associa a prática regular de atividades ao ar livre a benefícios para a saúde física e mental, incluindo menor frequência de visitas a médicos. Pesquisas anteriores indicam impactos positivos de áreas verdes na vida pública.
Dom Higgins, responsável por saúde e educação nas Wildlife Trusts, ressalta a importância de facilitar o acesso à natureza. Ele aponta que parques urbanos cumprem função social, mesmo com desafios de financiamento.
A pesquisa também observa que, apesar da pouca prática atual, muitas pessoas valorizam memórias da infância associadas aos espaços ao ar livre. O relatório aponta necessidade de políticas que ampliem o acesso a áreas verdes.
Apoio institucional e oportunidades
O governo tem metas para ampliar o acesso a espaços verdes com caminhadas de até 15 minutos de distância. Ainda assim, uma parte das residências enfrenta barreiras de disponibilidade, especialmente em áreas mais pobres.
A ONG destaca iniciativas como o programa 30 Days Wild, que engajou milhares de pessoas na última década. Também enfatiza o papel de parques urbanos como ponto de encontro comunitário.
Profissionais observam que a redução no financiamento de parques pode comprometer a oferta de espaços de lazer. A organização solicita apoio estável a serviços de parques e natureza nas cidades.
Entre na conversa da comunidade