- O ministro Chris Bowen disse ter deixado claro a grandes poluidoras, como a BHP, que devem reduzir as emissões onsite.
- Documentos vazados mostram que a BHP recuou em ações climáticas, adiou projetos de renováveis no Pilbara e avaliou opções para eletrificar frotas a diesel.
- Memos internos de até 2023 afirmavam que a descarbonização urgência sustenta a licença de operação da divisão de ferroligas da BHP.
- A deputada independente Kate Chaney cobra endurecer o mecanismo de salvaguarda para incentivar reduções onsite, em vez de compensações de carbono.
- A BHP afirma ter avançado na redução de emissões, com queda de quarenta e seis por cento desde 2020, metas de trinta por cento até 2030 e zero líquido até 2050, alegando atraso por falta de caminhões elétricos movidos a bateria.
Australia recebeu um conjunto de documentos vazados que mostram que a BHP adiou projetos para reduzir emissões e atrasou iniciativas de eletrificação de frotas no Pilbara, intensificando revisões sobre política climática.
O ministro do Clima, Chris Bowen, afirmou que deixou claro aos grandes emissores, incluindo a BHP, a necessidade de reduzir emissões onsite. A posição é apresentada como aplicável a todos os grandes emissores, sob o regime do mecanismo de salvaguarda.
A reportagem aponta que, até 2023, memorandos internos sinalizavam a urgência de descarbonizar alinhado às operações da divisão de minério de WA. Especialistas veem o atraso como indicativo de falhas no mecanismo de salvaguarda e de incentivos a offsets.
Contexto e consequências
De acordo com análises, a morosidade reflete a influência de incentivos fiscais sobre combustíveis fósseis e questiona a eficácia das políticas para induzir emissões onsite. A deputada independente Kate Chaney defende aperfeiçoamento do mecanismo para reduzir a dependência de créditos.
Madeleine King, ministra dos Recursos, reiterou que a BHP continua em linha com o mecanismo de salvaguarda e que as decisões são comerciais. Ela ressaltou que a empresa está sujeita às regras do programa.
A BHP responde afirmando ter reduzido emissões em 36% desde 2020, com meta de queda de cerca de 30% até 2030 e objetivo de alcançar zero emissões líquidas até 2050. A empresa aponta avanços na transição para energia renovável e redução de uso de diesel.
Ato de comparação com o setor
Fortescue, concorrente da BHP, afirma estar pronto para mobilizar caminhões elétricos e já encomendou centenas deles, com ambição de operar sem combustível fóssil por 24 horas em 2027. A reportagem destaca diferenças de ritmo entre as companhias e o papel da infraestrutura de baterias.
Em síntese, o episódio recente coloca em foco a eficácia do mecanismo de salvaguarda, o peso de subsídios ao diesel e o equilíbrio entre velocidade de descarbonização e decisões comerciais das mineradoras.
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