- Nos próximos meses, eleições em Brasil, Peru e Colômbia devem impactar a maior parte da Amazônia, que abriga cerca de 82% da floresta e influencia o clima global.
- No Brasil, políticas presidenciais moldam o desmatamento: houve grandes oscilações nas últimas décadas e, mais recentemente, dados indicam queda maior que 30% em comparação com o ano anterior.
- No Peru, instabilidade política tem acompanhado recordes de desmatamento na região amazônica nos últimos dois anos; na Colômbia, quedas de desmatamento são fracas e influenciadas por grupos criminosos.
- Em todos os três países, decisões sobre agronegócio, criação de gado, infraestrutura e atividades extrativas afetam a floresta, além da fiscalização fraca contra garimpo ilegal, extração ilegal de madeira e tráfico de fauna.
- A proteção da Amazônia exige compromissos concretos dos futuros presidentes: combate a grilagem, mineração ilegal e crime ambiental, proteção de povos indígenas, equilíbrio entre desenvolvimento econômico e conservação, e salvaguarda de recursos hídricos e clima.
O texto analisa as eleições que ocorrem nos próximos meses no Brasil, Peru e Colômbia. Juntas, essas nações respondem por cerca de 82% da Amazônia, tornando as votações decisivas para o bioma e para a estabilidade climática global. Mais de 35 milhões de pessoas vivem na região amazônica dessas três países e dependem dos resultados.
No Brasil, que abriga cerca de 62% da Amazônia, a gestão ambiental tem mostrado oscilações relevantes. Dados históricos indicam grandes avanços em políticas de proteção entre 2004 e 2012, com queda expressiva da devastação. A partir de 2020, mecanismos de enforcement e cooperação com setores agrícolas contribuíram para reduzir perdas, segundo registros recentes.
Peru e Colômbia exibem vínculos entre liderança política e desfechos ambientais. No Peru, turbulência institucional coincide com recordes de desmatamento, enquanto na Colômbia quedas recentes são consideradas frágeis, influenciadas por atividades de grupos criminosos e do narcotráfico. Em ambos os países, decisões sobre agronegócio, infraestrutura e mineração moldam o ritmo do desmatamento.
Mudanças de tema: impacto econômico e social
Em todos os três países, a política ambiental está ligada a setores como pecuária, mineração e obras de infraestrutura. A fiscalização fraca contra garimpo ilegal, extração de madeira e tráfico de wildlife continua a alimentar atividades criminais associadas ao desmatamento.
Desafios de governança e proteção
A preservação da floresta envolve riscos para a segurança alimentar, energética e sanitária. Governações futuras devem enfrentar ocupação de terras, crimes ambientais e a proteção de comunidades indígenas e locais que defendem seus territórios, sem abrir mão do desenvolvimento econômico.
Caminho a seguir e responsabilidade do eleitor
Os resultados eleitorais definirão planos para equilibrar desenvolvimento, segurança pública e conservação ambiental. A eleição é apresentada como oportunidade de eleitores exigir propostas viáveis que protejam pessoas e natureza, sem apontar juízos de valor.
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