- Um estudo da organização Born in Bradford com 8.400 jovens de Bradford revelou preocupações com as mudanças climáticas e com o meio ambiente local, com 32% ainda se sentindo pessimistas sobre o futuro.
- A jovem Martha, de 15 anos, de Shipley, aponta lixo frequente em um parque próximo à sua casa, mesmo com vários cestos disponíveis.
- Pesquisadores dizem que Bradford pode se tornar um modelo de resposta a desafios ambientais, por conta da população jovem e de centros de pesquisa, desde que as vozes dos jovens sejam ouvidas no planejamento.
- O estudo aponta que a qualidade do ar na cidade ultrapassa os limites da Organização Mundial da Saúde, com mais de um terço avaliando o ar como ruim ou péssimo, especialmente na hora do trajeto para a escola.
- Os jovens destacam a necessidade de focar em soluções positivas e na participação comunitária para proteger a natureza, transporte, áreas verdes e bairros saudáveis.
O estudo desenvolvido pelo grupo Born in Bradford ouviu 8.400 jovens da cidade de Bradford sobre clima, meio ambiente e bem-estar. Quase um terço dos participantes (32%) manifestou pessimismo quanto ao futuro ambiental da região.
Entre os relatos, a preocupação com poluição e limpeza pública aparece de forma recorrente. Uma jovem de 15 anos, moradora de Shipley, afirmou que o lixo em espaços públicos torna a convivência menos agradável e citou a necessidade de mais educação ambiental e fiscalização.
Os pesquisados destacaram ainda a impressão de que o ambiente local favorece problemas de saúde a longo prazo, especialmente relacionados a doenças respiratórias. A percepção é de que a poluição pode impactar o dia a dia, desde deslocamentos até atividades ao ar livre.
Qualidade do ar
Os dados mostram que a poluição do ar na cidade supera com frequência as diretrizes da Organização Mundial da Saúde. A pesquisa aponta que mais de um terço dos jovens avaliou a qualidade do ar como ruim ou muito ruim, especialmente nos horários de pico escolar, quando o tráfego aumenta.
Segundo a equipe, a percepção dos jovens sobre o ar é baseada em sinais visíveis e olfatos, associados a altas taxas de asma na região. A observação é de que a melhoria na qualidade do ar seria crucial para a saúde das crianças.
A pesquisa ressalta que os jovens de Bradford vivem em um contexto com população jovem, diversa e engajada. Para os pesquisadores, incluir essas vozes na tomada de decisões sobre transporte, áreas verdes e bairros saudáveis pode transformar Bradford em um modelo de resposta comunitária a desafios ambientais.
Participação e próximos passos
Tiffany Yang afirmou que os jovens envolvidos demonstraram motivação e senso de pertencimento ao tema ambiental local. A equipe enfatiza a importância de ouvir as experiências móveis da juventude para formular perguntas, soluções e estratégias que possam ser incorporadas às decisões municipais.
A equipe de pesquisa espera que os resultados sirvam como base para políticas públicas que integrem a participação juvenil na co-criação de soluções, reforçando o papel de Bradford como laboratório de estratégias comunitárias frente a questões climáticas.
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