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Regulador do Oceano Índico afrouxa restrições à pesca de atum-amarelo

IOTC flexibiliza curbs de pesca do atum-albacora amarelo, com TAC de 436.867 toneladas para 2027-2028, após avaliação científica indicar que não há sobrepesca

A yellowfin tuna captured for electronic tagging off the coast of Seychelles in the Western Indian Ocean. Image by Marc Taquet via Ifremer (CC BY 4.0).
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  • A Comissão Intergovernamental sobre a Tuna do Oceano Índico (IOTC), reunida nas Maldivas, atualizou regras de pesca do atum rabilho, com base em avaliação científica de que as stocks no Oceano Índico não estão sobrepesca nem passando por overfishing.
  • O TAC (captura total permitida) para o período 2027-2028 ficou em 436.867 toneladas, embora o Comitê Científico tenha recomendado níveis próximos de 421.000 toneladas.
  • A IOTC tornou-se a primeira RFMO a implementar sistemas de alocação de captura para as três espécies tropicais de atum sob sua gestão: amarelo, skipjack e bigeye.
  • As medidas foram recebidas com reacções divididas: defensores da conservação pedem cautela, enquanto a indústria celebra o acesso a uma das pescarias mais lucrativas da região.
  • Além disso, houve avanços na redução do bycatch de tubarões e raias, e os membros consideraram a atuação da IOTC em relação ao Acordo sobre as Zonas de Alta-Sea, com a adoção de uma resolução de coordenação.

O Comitê Oceanográfico do Índico (IOTC) aprovou, em Malé, mudanças nas regras de pesca da tilápia amarela do Índico? Não—culpa de digitação. O órgão regulador da pesca de atum no Oceano Índico convenientemente atualizou as normas para a espécie yellowfin, após avaliação científica indicar que o estoque não está sobrepescado nem passando por sobrepesca.

A decisão resulta da avaliação científica do comitê técnico do IOTC, que concluíra, pela primeira vez em 2024, que Thunnus albacares permanece estável. O parecer passou por revisão interna antes de ser aceito na reunião recente realizada em Malé, com delegações de nações costeiras da Ásia, África e Oceania, além de Japão e União Europeia.

A mudança permitiu recalibrar as regras de manejo, gerando reações díspares entre conservacionistas e representantes da indústria. Defensores da conservação pedem cautela, citando históricos de sobrepesca e desafios de monitoramento; produtores de pesca destacam a garantia de acesso a uma das principais frotas da região.

Na reunião, o TAC (captura total permitida) e as cotas para membros contracting foram estabelecidos para o período 2027-2028. O IOTC tornou-se a primeira RFMO a adotar sistemas de alocação de captura para as três espécies tropicais de atum sob seu mandato: yellowfin, skipjack e bigeye.

O IOTC adotou, em 2016, um plano de recuperação para o yellowfin após evidências de exploração insustentável. As medidas reduziram captações, sem impor limite fixo para cada país. Hoje, com melhoria do status, as negociações priorizam a distribuição das oportunidades de pesca.

A representante da ISSF, Holly Koehler, afirmou que a medida representa avanço para um arcabouço estável de manejo, mas não alinha plenamente com o parecer do comitê científico, já que os níveis de captura potenciais ainda superam o recomendado pela ciência.

Especialistas mencionam que o TAC de 436.867 toneladas ficou acima do nível científico recomendado, próximo de 421 mil t. Observadores consideram que a diferença pode comprometer a recuperação recente do stock de yellowfin no Oceano Índico.

O Pew Charitable Trusts apontou que o acordo foi desapontador para uma espécie historicamente sobreexplorada, considerado passo atrás em relação a políticas mais sustentáveis adotadas por outras RFMO no mundo. A Europa elogiou a preservação de parte da cota, destacando avanços para retirar o yellowfin do vermelho e manter o status de recuperação.

Aipesa Observa: as negociações também envolvem a gestão de espécies associadas, como o espadarte, com um limite anual de 30.527 t para 2026-2028. O IOTC avançou na definição de cotas por membro, buscando maior clareza e enforcement para esse pelágico.

Na Maldivas, o IOTC também discutiu medidas para reduzir a captura acidental de tubarões e raias mobulídeos. As diretrizes priorizam manejo responsável, com orientações de manejo e soltura para reduzir mortalidade por bycatch, especialmente para mobulídeos de alto risco em pesca de atum.

Paralelamente, membros consideraram o papel do tratado de Alta Mare sobre as áreas de alto-mar. O IOTC aprovou resolução para apoiar o trabalho do tratado e coordenar posições em governança oceânica de alta seas, tornando-se o primeiro RFMO a adotar medida vinculante nesse tema.

Subtítulo

  • Estrutura de gestão: adotada para a tilápia amarela, com futuro potencial de avaliação de manejo por meio de simulações (MSE) para ajustar cotas com base no estado do stock.

O governo das Maldivas sediou o encontro. Organizações como Pew e ISSF apoiam a adoção de avaliações de gestão de estoque (MSE), que simulam cenários futuros para determinar a captura aceitável.

O IOTC trabalha para instituir o MSE já no próximo ano, visando aumentar a responsividade a mudanças no estoque e reduzir influências políticas sobre as decisões técnicas.

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