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Quirguistão cria corredor climático que beneficia leopardo-das-neves e pastores

Corredor ecológico Ak Ilbirs, em Kyrgyzstan, liga áreas protegidas, permite pastoreio com monitoramento para proteger leopardos das neves e a biodiversidade local

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  • O corredor ecológico Ak Ilbirs, em Kyrgyzstan, abrange cerca de 800 mil hectares e liga áreas protegidas, permitindo que ursos, lobos e antílopes se movimentem conforme o clima muda.
  • Diferente de áreas protegidas tradicionais, o corredor permite pastoreio e uso do território com monitoramento de regras de manejo, para pessoas e animais que vivem na região.
  • O projeto, iniciado em 2025, usa modelos climáticos até 2070 e cobre habitat adequado para leopardos-das-neves, argali, ibex e lobos cinzentos em mais de sessenta por cento das áreas elegíveis.
  • Localidades e ONGs treinam pastoristas em meios de subsistência alternativos, como apicultura e cultivo, enquanto guardas voluntários monitoram a fauna e atividades ilegais.
  • A implementação envolve CAMP Alatoo, Fundação Ilbirs e parceiros internacionais, com supervisão de unidades de proteção ambiental e autoridades locais para manter equivalência entre conservação e meios de vida.

Um corredor ecológico de alta montanha no Quirguistão central, chamado Ak Ilbirs, foi oficialmente criado para ligar áreas protegidas e ampliar o espaço de movimento para o leopardo-das-neves e outras espécies, diante das mudanças climáticas.

O projeto, iniciado em 2025, utiliza modelos climáticos projetados até 2070 e envolve cerca de 800 mil hectares em 14 municípios rurais. Ak ilbirs significa “leopardo branco” na língua local.

O corredor permite pastoreio, manejo florestal e outras atividades, desde que observem regras monitoradas para pastagens e demais exigências de conservação. Pessoas ainda vivem, pastoreiam e trabalham dentro dele.

Como funciona o corredor

Decisões sobre pastagem, turismo, mineração e estradas dentro do corredor devem considerar a fauna protegida. Cerca de um quarto das áreas de pastagem é definido como zonas sem pastagem e há banimentos sazonais de manejo.

As regras exigem manter cerca de 40% da cobertura vegetal como base alimentar para animais silvestres. Cachorros devem ficar sob controle para não perturbar a vida selvagem. Um sistema de monitoramento acompanha o cumprimento.

Patrulhas são realizadas por guardas voluntários organizados em grupos comunitários. Eles instalam câmeras, acompanham condições das pastagens e observam atividades ilegais, sob autoridade concedida pelo governo.

Impactos locais e conservação

Programas de diversificação de renda estão sendo implementados para reduzir pressão sobre os pastos, com capacitação em apicultura, cultivo de frutas e hortaliças, ecoturismo e outras atividades. A adesão comunitária tem mostrado melhoria gradual no equilíbrio entre criado e natureza.

Em 2025, um teste em 78 mil hectares indicou conformidade de 92,5% com as regras de manejo. A expectativa é ampliar a monitoração e confirmar, no tempo, a movimentação de fauna entre áreas protegidas por meio de câmeras e trilhas.

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