- Em 4 de fevereiro, o complexo de tratamento de esgoto de Moa Point falhou, lançando milhões de litros de esgoto cru na água ao largo de Wellington, capital da Nova Zelândia.
- Autoridades afirmam que a planta voltará a operar em seis meses, com grandes reparos concluídos até novembro e o tratamento dos resíduos intensificado, melhoria da qualidade da água nas semanas seguintes; restauração total prevista para final de 2027, custo de NZ$ 53,5 milhões.
- Cerca de duas dúzias de empresas da Costa Sul projetam perdas entre NZ$ 3 milhões e NZ$ 4 milhões; subsídio municipal de NZ$ 200 mil foi disponibilizado, e há possibilidade de ação judicial.
- Uma revisão independente do governo será realizada em agosto; dois relatórios de danos indicaram que uma bolha de ar em um tubo contribuiu para o transbordamento, destruindo cerca de 80% dos equipamentos.
- O desastre ocorre em meio a preocupações com a infraestrutura de água e mudanças climáticas; Tiaki Wai assumirá ativos hídricos da região, enquanto há relatos de impactos à saúde pública e ao turismo local.
Desde fevereiro, milhões de litros de esgoto vêm sendo derramados nas águas próximas a Wellington, capital da Nova Zelândia, após falha catastrófica na estação de tratamento de Moa Point. O impacto é observado no Pacífico, com lançamento direto de esgoto cru ou apenas parcialmente filtrado.
Segundo o prefeito de Wellington, Andrew Little, a planta deverá ficar operativa em seis meses, com os reparos majoritários concluídos até novembro. A recuperação completa e correção do defeito de projeto devem ocorrer até o fim de 2027, segundo autoridades.
O objetivo é interromper o fluxo de dejetos que já dura mais de 100 dias; a qualidade da água deverá se normalizar gradualmente nas semanas seguintes ao restabelecimento. A cidade investe NZ$ 53,5 milhões nas obras, com novas medidas de prevenção.
Timeline e ações
A obra começou com avaliação de danos e limpeza da Moa Point. Após a reativação, o esgoto será removido e o tratamento ampliado para reduzir riscos à saúde humana e à vida marinha.
Além disso, a gestão estadual anunciou a criação da Tiaki Wai, entidade responsável pelas águas da região, que assume ativos da área a partir de 1º de julho, com foco em melhorar padrões ambientais e de infraestrutura.
Impactos econômicos e ambientais
Mais de 20 empresas da região sul de Wellington devem enfrentar perdas de NZ$ 3-4 milhões, mesmo com ajuda de subsídio municipal de NZ$ 200 mil. Comércio local tem expressado preocupação com repetição de falhas e custos contínuos.
Relatos de moradores e gestores apontam riscos à saúde pública e à fauna marinha, com relatos de gastroenterite, fadiga e irritações. Estudos indicam que o risco aumenta com chuva e marés, exigindo monitoramento constante.
Investigação em andamento
Uma revisão independente envolvendo o governo deve concluir em agosto, com dois laudos apontando participação de bolha de ar em um tubo como possível causa da inundação, que destruiu cerca de 80% dos equipamentos.
Entre na conversa da comunidade