- Estudo conjunto da University of Portsmouth e da Marine Conservation Society encontrou PFAS (substâncias perfluoroalquil) no Solent, entre Portsmouth e a Ilha de Wight, em vários níveis do ambiente marinho.
- Duas estações de tratamento de efluentes — Budds Farm, em Portsmouth, e Peel Common, em Fareham — lançaram uma “ampla gama” de PFAS no ambiente, atendendo cerca de 650.000 pessoas.
- PFAS são quase quinze mil substâncias sintéticas usadas desde os anos cinquenta, extremamente resistentes à degradação e que se acumulam no ambiente e em organismos.
- Os porpoises do porto apresentaram as maiores concentrações de PFAS, com níveis no fígado acima de limites ecológicos regulatórios; outras espécies mostraram níveis baixos, geralmente dentro de limites legais quando analisadas individualmente.
- DEFRA informou que planeja ações decisivas para entender e reduzir as fontes dessas substâncias, com orientação, monitoramento mais rígido, regras mais severas e apoio à transição para alternativas mais seguras.
O estudo realizado pela University of Portsmouth e pela Marine Conservation Society revelou que os PFAS, conhecidos como “forever chemicals”, estão presentes no Solent, entre Portsmouth e a Ilha de Wight. Os pesquisadores testaram a água, sedimentos e organismos marinhos, identificando diversos níveis dessas substâncias.
Os porcos-espinhos não; quinhentos
A pesquisa apontou que os PFAS aparecem em diferentes níveis ao longo da teia alimentar do Solent, com concentração mais alta em alguns animais. Entre os espécimes estudados, os porpoises-do-porto apresentaram as maiores concentrações, com tissue hepático acima de limites ecológicos.
Transferência de poluentes e fontes
Duas estações de tratamento de água, Budds Farm (Portsmouth) e Peel Common (Fareham), são operadas pela Southern Water e atendem cerca de 650 mil pessoas. As análises indicam a liberação de uma ampla gama de PFAS nos efluentes tratados.
Uma resposta da Southern Water reconhece o desafio de reduzir esses químicos, apontando que a solução mais sustentável passa pela mudança legislativa para restringir ou banir certos PFAS na fonte e impedir que entrem nos sistemas.
Implicações para o ambiente e ações regulatórias
O professor Alex Ford, do Institute of Marine Sciences da universidade, afirmou que os PFAS estão disseminados na base da teia alimentar até mamíferos marinhos. Processos atuais de tratamento não eliminam efetivamente esses compostos.
O estudo indica que, apesar de níveis individuais de alguns PFAS ficarem dentro de limites legais, a soma de várias substâncias é motivo de preocupação. A regulação ainda precisa evoluir para considerar os PFAS como mistura.
Medidas e próximos passos
Um porta-voz do DEFRA mencionou o plano de PFAS, destacando ações para compreender melhor as fontes e o manejo desses químicos em áreas estuarinas e costeiras da Inglaterra, com orientação, monitoramento mais rígido e apoio à transição para alternativas mais seguras.
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