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Elefantes voltam ao lado de Mount Elgon, Uganda, após quatro décadas

Elefantes retornam ao lado ugandense do Monte Elgon após décadas, sinal de recuperação, mas geram tensões com comunidades locais e demandam medidas de convivência

Mount Elgon, Uganda. Image by Rod Waddington via Flickr (CC BY-SA 2.0).
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  • Pelo menos 60 elefantes cruzaram do lado queniano para o lado de Uganda do Monte Elgon no ano passado, retornando a parte do habitat natural que não viam há mais de 40 anos.
  • A reentrada é acompanhada por ações do Mount Elgon Foundation e da East African Wild Life Society, com 18 guardas comunitários no lado queniano e uso de drones para monitoramento.
  • Fatores apontados para o retorno: aumento da população de elefantes no Quênia, maior segurança no lado de Uganda, e recuperação do habitat na área sob gestão da Uganda Wildlife Authority.
  • Comunidades locais relatam impactos na agricultura e defenderam medidas de proteção, como cercas elétricas, valas e melhores compensações por perdas.
  • Autoridades veem potencial turístico e de conservação com o retorno, destacando planos de corredores de fauna, restauração de habitats e envolvimento comunitário para coexistência.

Dois a três parágrafos de texto inicial sobre o retorno de elefantes

Elefantes retornaram ao lado ugandense do Monte Elgon, após décadas, segundo monitoramento com colares de rastreamento da Mount Elgon Foundation (MEF). No ano passado, ao menos 60 animais cruzaram do Quênia para a Uganda, retomando parte de seu território natural perdido há mais de 40 anos.

O retorno envolve a MEF, que financia projetos comunitários para reduzir a degradação florestal, e uma equipe de 18 escoteiros comunitários no lado queniano, vinculados ao Mount Elgon Elephant Project da East African Wildlife Society. Em 2022, escoteiros teriam registrado a travessia de quatro elefantes pelo rio Suam, que funciona como fronteira entre os dois países.

A direção da MEF indicou que várias hipóteses explicam o retorno, entre elas o crescimento da população de elefantes no Quênia, maior pressão humana no lado queniano e a relativa segurança no lado de Uganda, que é área de parque nacional. Também há lembrança de eventos passados envolvendo caça ilegal.

Desdobramentos e impactos

A Uganda Wildlife Authority (UWA) afirma que a travessia de volta para Uganda sinaliza recuperação da espécie. Dados de monitoramento por drone mostraram um reingresso de bando desde novembro, sem registro de retorno ao Quênia desde então, segundo a UWA.

Especialistas locais destacam que a recuperação do habitat em Mount Elgon tem sido gradual, com áreas degradadas recuperando-se com esforços de restauração. Comunidades vizinhas relatam danos a lavouras, principalmente milho e banana, em 2025, e solicitam compensação e medidas de proteção para evitar conflitos com os animais.

A carreira de conservação, segundo a UWA, inclui treinamento de comunidades para cultivar plantas menos atrativas a elefantes, além de criação de corredores de fauna para facilitar a movimentação segura dos animais. A presença de elefantes pode ainda impulsionar o turismo na região de Bukwo, gerando empregos e recursos para conservação.

Líderes comunitários destacam a necessidade de ações como cercas elétricas, valas de proteção e maior apoio a perdas por saques de lavouras. A expectativa é que o retorno fortaleça estratégias de convivência entre pessoas e vida selvagem, com participação local em iniciativas de ecoturismo e manejo de habitat.

Os especialistas ressaltam que os elefantes do Monte Elgon são conhecidos por buscar cavernas com sais, moldando as paredes das cavidades. Observações de campo confirmam esse comportamento antigo, reforçando a importância de monitoramento contínuo e de ações de manejo do território para evitar conflitos com a população local.

Resumo

Enquanto o monitoramento aponta sinais de recuperação, o desafio atual é equilibrar os ganhos de conservação com a proteção das comunidades ao redor. A cooperação entre UWA, MEF e líderes locais é vista como essencial para a convivência sustentável.

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