- Sinais indicam não nadar em doze dos quatorze locais oficiais de banho em rios interiores da Inglaterra; apenas dois mostraram qualidade de água aceitável.
- Governo anunciou seis novos locais de banho que serão monitorados pela primeira vez neste verão, incluindo uma primeira área no Rio Tâmisa, em Londres.
- Entre os locais testados pelo Environment Agency no ano passado, apenas o Rio Stour, em Suffolk, e o Tâmisa, em Oxfordshire, tiveram níveis aceitáveis; os outros doze foram classificados como “ruins”.
- Agora existem mais de quatrocentos e sessenta locais monitorados pela agência, com a maior parte sendo costeiros; a água de rios e lagos interna costuma ter pior qualidade.
- A designação de um local como banho envolve critérios como uso e infraestrutura; campanhas dizem que a designação aumenta a pressão sobre as companhias de água para reduzir descargas de esgoto.
Seis novos locais de banho em rios passarão a ser monitorados pela primeira vez neste verão, elevando para mais de 460 o total de pontos testados pela Agência Ambiental. A medida ocorre em meio a avisos de não nadar em 12 de 14 locais de banho fluvial interior já avaliados, com resultados indicados como inadequados.
A BBC visitou os 14 locais de água interna avaliados no ano passado. Os testes detectaram bactérias associadas a fezes humanas e animais em 12 deles. Apenas o Rio Stour, em Suffolk, e o Rio Tâmisa, em Oxfordshire, tiveram níveis aceitáveis de qualidade da água.
O Rio Ribble, em Clitheroe (Lancashire), também figura como local designado, mas com qualidade classificada como inadequada. Os novos locais de monitoramento ampliam o quadro de áreas sob avaliação, e cerca de 90% dos pontos são costeiros; a maioria dos testes permanece em lagos e rios.
Novas áreas monitoradas
Com as seis adições, o número de locais monitorados cresce, após a inclusão de 13 novos pontos, entre eles seis rios interiores. A lista completa de resultados é publicada em site governamental, que divulga dados de qualidade da água local por local.
Para ser designado como local de banho, o local precisa cumprir critérios como volume de banhistas e existência de instalações sanitárias nas proximidades. A qualidade de água costeira costuma ser superior à de rios interiores, que sofrem com descargas de esgoto e escoamento agrícola.
A Agência Ambiental continuará a testar periodicamente as áreas recém-designadas ao longo do verão. A designação atrai debates entre ativistas e companhias de água sobre o propósito e os impactos práticos dessas avaliações.
Impacto e perspectivas
Defensores dizem que a designação de um rio como local de banho é uma ferramenta eficaz para pressionar as companhias a reduzir vazamentos de esgoto. Questionamentos sobre a comunicação de riscos e a preparação de infraestrutura acompanham a atuação.
A Water UK afirma que designar áreas como locais de banho antes de estarem em condições adequadas pode confundir o público. O objetivo é promover monitoramento contínuo e investimentos em saneamento.
No River Wharfe, em Ilkley (Yorkshire), a primeira designação ocorreu em 2020. O grupo local aponta variações de bactérias, especialmente após chuvas, e a necessidade de melhorias estruturais nas redes de esgoto.
Em Shropshire, três locais passaram a ser monitorados: dois no Severn, em Ironbridge e Shrewsbury, e um no Teme, em Ludlow. Todos mantêm classificação de “inadequado” até o momento, com placas indicando não nadar.
Autoras locais destacam que o monitoramento constante facilita a detecção de problemas e direciona investimentos para reduzir spills. A iniciativa não substitui a prática de evitar banho em água com qualidade insatisfatória.
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