- Karajarri Jurarr Ngurra, primeira “Sea Country” IPA da Austrália, foi dedicada em março de 2026 e abrange 237.489 hectares de ecossistemas marinhos e costeiros, incluindo parte de Malumpurr (Eight Mile Beach).
- A área reforça a relação entre os Karajarri e a região, com ranger program ativo para proteger biodiversidade e manter o Country saudável.
- O objetivo das IPAs é fomentar uma relação mutuamente benéfica entre o território e seus tutores tradicionais, colocando povos aborígines como decisores na gestão.
- O governo federal destinou 13 milhões de dólares australianos em financiamento inicial para criar novas IPAs, como parte da meta de proteger trinta por cento do território até 2030.
- No país, mais de noventa IPAs existem; autoridades destacam que esse modelo amplia participação dos Povos Indígenas na conservação e gestão de seus países.
O Karajarri celebra a inauguração de Karajarri Jurarr Ngurra, o primeiro IPA marinho ou “Sea Country” da Austrália. A assinatura ocorreu em março de 2026 e marca reconhecimento legal de terras e mares pela comunidade Karajarri. O anúncio destaca a proteção de ecossistemas costeiros.
Karajarri Jurarr Ngurra abrange 237 489 hectares de áreas marinhas e costeiras, incluindo parte de Malumpurr, o Eighty Mile Beach. A designação pretende fortalecer a relação entre os povos tradicionais e o território, visando conservação da biodiversidade e bem-estar da comunidade.
A educação ambiental e o manejo tradicional ganham peso com a criação do Sea Country IPA, que se soma ao grande conjunto de 90 IPAs no país. O governo federal investiu A$ 13 milhões para apoiar novas áreas protegidas como parte da meta 30×30.
Papel dos rangers e governo
Os Karajarri Rangers atuam como guardiões do território, integrando saberes tradicionais a práticas de conservação. O programa é fundamental para a gestão conjunta com instituições científicas, buscando monitorar ecossistemas costeiros.
Apoio de especialistas ressalta que IPAs valorizam a liderança indígena na tomada de decisões sobre o manejo da terra. O modelo busca resultados em biodiversidade, bem-estar comunitário e cooperação com aliados externos.
A iniciativa amplia oportunidades de pesquisa e de capacitação local, com parcerias que já resultaram em publicações científicas. Segundo autoridades, o IPA cria uma governança construída pela própria comunidade tradicional.
Apoios adicionais são esperados, incluindo recursos de ONGs e órgãos estaduais para complementar o financiamento inicial. A meta é manter a saúde do país, conectando conservação a direitos e saberes locais.
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