- Troncos de lã locais estão sendo testados como alternativa aos troncos de coir importados para controlar erosão e restaurar pântanos na região de Slievenanee, nos arredores de Antrim.
- O projeto é conduzido pela Ulster Wildlife em parceria com a Ulster Farmers’ Union, buscando uma opção mais local, sustentável e renovável.
- A restauração de pântanos na Irlanda do Norte é crucial para reduzir emissão de carbono, ainda que 86% deles estejam degradados.
- Cerca de sessenta troncos de lã foram colocados numa manhã de inverno; cada um pesa entre nove e dez quilos, menos que os troncos de coir usados anteriormente.
- O monitoramento busca avaliar a eficácia dos troncos na recuperação do ecossistema e na proteção de espécies como aves de rapina, borboletas e outras fauna associada aos pântanos.
A nova solução de fibras produzidas localmente pode mudar a conservação de peatlands na Irlanda do Norte. Em um projeto piloto nas Colinas de Antrim, agricultores testarão toras de lã no lugar das de coir importadas da Ásia, buscando reduzir erosão e recompor áreas degradadas.
A iniciativa reúne a Ulster Farmers’ Union (UFU) e a Ulster Wildlife. Os responsáveis afirmam que a lã local pode oferecer uma opção mais sustentável, com menor pegada de carbono, sem comprometer a restauração dos ecossistemas de peatland na região.
A experiência envolve a colocação de quase 60 toras de lã em Slieveananee, nas Colinas de Antrim, em dia de inverno de fevereiro. Cada toró pesa entre 9 e 10 kg, menos que os 45 kg das toras de coir anteriormente usadas.
Sustentabilidade e contexto
A restauração de peatlands é crítica para a captura de carbono, mas 86% das áreas da Irlanda do Norte encontram-se degradadas. O objetivo global é recuperar os ecossistemas até 2040, conforme a estratégia estadual anunciada no ano passado.
As toras de lã são tubos macios preenchidos com lã, com exterior de tecido entrelaçado e núcleo de corda de lã para manter a forma. A iniciativa aponta para uma solução local, renovável e potencialmente mais barata a longo prazo.
A equipe acompanha a eficácia das toras na recuperação do peatland, com monitoramento contínuo. Entre as espécies protegidas na área estão o harrier, o merlin, falcões e diversas espécies de insetos e lagartos.
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