- 83% dos brasileiros dizem que a sociedade precisa dar mais atenção à proteção dos animais silvestres, e 92% consideram importante preservar a fauna.
- A pesquisa ouviu 2.000 brasileiros com 16 anos ou mais entre 3 e 16 de julho de 2025, com margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%.
- Sobre responsabilidade, 72% entendem que governo e sociedade devem cuidar juntos dos animais silvestres; 14% dizem que é mais do governo e 12% que é mais da sociedade.
- Em relação a práticas que colocam a fauna em risco, 84% veem contrabando como problema sério e 83% defendem penas mais rígidas para caça; 86% concordam que evitar a extinção é essencial.
- Em acidentes em áreas urbanas, 35% dizem que a responsabilidade é de quem causou o acidente, 34% apontam prefeitura/governo e 26% ONGs; 60% costumam ver animais silvestres em ruas, parques ou quintais.
O que aconteceu: uma pesquisa conjunta do Instituto Vida Livre e a Quaest aponta que a maioria dos brasileiros entende que a sociedade precisa dar mais atenção à proteção dos animais silvestres. O estudo ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais entre 3 e 16 de julho de 2025.
Quem está envolvido e quando: a Quaest realizou o levantamento encomendado pelo Instituto Vida Livre. O objetivo foi medir percepções sobre fauna silvestre, responsabilidade e medidas de proteção no Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%.
Onde e por quê: o levantamento é nacional e online, buscando entender prioridades do país em relação à fauna e à preservação ambiental. O tema ganhou importância diante de questões como contrabando, caças e uso de animais em circos, conforme resultado da pesquisa.
Principais resultados
83% dos brasileiros afirmam que a sociedade precisa dar mais atenção à proteção dos animais silvestres. Apenas 12% dizem que os animais recebem o cuidado necessário. 92% consideram a preservação importante, com 68% incluindo o tema entre as prioridades nacionais.
A ideia de responsabilidade compartilhada aparece com força: 72% dizem que governo e sociedade devem cuidar juntos dos animais. 14% entendem que a responsabilidade é maior do governo, 12% apontam a sociedade. Escolaridade influencia essa percepção: 80% com ensino médio ou superior defendem responsabilidade compartilhada, 22% com ensino fundamental veem mais responsabilidade da sociedade.
Desdobramentos e impactos
Na avaliação de ações de proteção, 84% veem o contrabando como problema sério, 83% defendem penas mais duras para caçadores, e 72% discordam da liberação da caça. 67% rejeitam o uso de animais em circos e 58% são contrários a testes em animais por empresas.
Sobre extinção, 86% consideram essencial prevenir o desaparecimento de espécies. Apenas 14% concordam com a ideia de que a natureza se adapta sozinha à perda de espécies. A pesquisadora Marina Siqueira destaca a existência de empatia alinhada a mobilização prática.
Conflitos urbanos e engajamento
Em acidentes envolvendo animais silvestres em áreas urbanas, 35% apontam responsabilidade do causador do acidente, 34% veem responsabilidade da prefeitura ou do governo, e 26% citam ONGs. Frequência de avistamentos em vias públicas é relatada por 60% dos entrevistados.
Apesar da confiança em organizações não governamentais (média de 5,9 em 0 a 10), frente ao governo (4,1) e às empresas privadas (5,4), 93% acreditam que pequenas ações individuais ajudam os animais. Doações a causas locais aparecem menos comuns que outras formas de engajamento.
Observações finais
A pesquisa também aponta que 75% dos lares brasileiros possuem animais domésticos, 92% reconhecem a importância da fauna, e 93% acreditam que atitudes individuais são relevantes. O estudo enfatiza o desafio de transformar esse interesse digital em mobilização prática.
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