- Pesquisadores do Imperial College London dizem que a primavera, tradicional pico de incêndios, está ficando mais seca e com tempo propício para fogo na Irlanda do Norte.
- Dados mostram aumento de eventos de seca na primavera e elevação do “fire weather” — calor, aridez e vento que facilitam pegar fogo e propagação.
- A combinação com as mudanças climáticas está tornando a temporada de incêndios mais longa e volátil.
- O relatório cita incêndios recentes na Irlanda do Norte em abril e um plano de ação do Departamento de Agricultura, Ambiente e Assuntos Rurais para reduzir a ameaça.
- Embora a primavera siga sendo a principal preocupação, há risco crescente também no verão, com dados indicando períodos de tempo de fogo severo.
Northern Ireland enfrenta maior risco de incêndios florestais, segundo um relatório de Imperial College London. O estudo aponta que as condições propícias estão se tornando mais frequentes, especialmente na primavera, quando as queimadas costumam ocorrer com maior intensidade.
Os pesquisadores destacam que eventos de seca na estação e o que chamam de “tempo de fogo” — combinação de calor, ar seco e vento — aumentaram, elevando a probabilidade de incêndios se alastrarem rapidamente. A mudança climática intensifica esse cenário, tornando a temporada de fogo mais longa e volátil.
O estudo afirma que o aquecimento global aumenta a probabilidade de secas severas na primavera em diversas regiões do Reino Unido, o que, por sua vez, eleva o risco de incêndios mesmo sem récords de calor. Theodore Keeping, da instituição, aponta esse efeito exacerbado pela mudança climática.
Riscos ampliados e ações
O tema ganhou relevância após incêndios recentes em partes da Irlanda do Norte em abril, que mobilizaram centenas de brigadistas. A Daera lançou, no início do mês, um plano de ação para reduzir a ameaça de incêndios.
Embora a primavera siga sendo o principal foco, o relatório sinaliza também maior risco em meses de verão. Dados indicam aumento de períodos com tempo severo para incêndios, sugerindo continuidade do risco elevado no futuro.
Conforme o Met Office, incêndios extremos observados durante a onda de calor de 2022 tornaram-se pelo menos seis vezes mais prováveis por causa da mudança climática causada pelo homem. Mesmo sem temperaturas recordes, o aquecimento gradual contribui para condições mais propícias aos focos de queimadas.
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