- O IBGE lançou o mapa-múndi “Riqueza de Espécies 2025” com o Brasil no centro e o sul no topo, em celebração aos 90 anos da instituição.
- O mapa busca apresentar as proporções dos continentes de forma mais próxima da realidade e inverte a orientação Norte–Sul, já exibido anteriormente em 2024 (Brasil no centro) e 2025 (Norte no topo).
- A apresentação foi feita para fins didáticos, estimulando novas leituras do espaço global e evidenciando o protagonismo do Sul Global, com foco na biodiversidade.
- O material utiliza o indicador de riqueza de espécies por célula de 100 km² para mapear anfíbios, aves, mamíferos, répteis, crustáceos e peixes de água doce, com áreas brasileiras destacadas em verde, inclusive a Amazônia.
- Internamente, a série gerou resistência de entidades sindicais, que contestaram a “distorção da realidade” e classificaram o mapa como encenação simbólica, questionando a credibilidade do IBGE.
O IBGE lançou um novo mapa-mundi com o Brasil no centro e o sul no topo, como parte das comemorações pelos 90 anos da instituição. O mapa, intitulado Riqueza de Espécies 2025, integra uma série que já apresentou o Brasil no centro (2024) e a orientação Norte–Sul invertida (2025).
A proposta busca representar continentes com proporções mais próximas da realidade, corrigindo distorções comuns em projeções tradicionais. Ao inverter o eixo, o Brasil fica no centro da imagem e o Sul Global ganha destaque.
O lançamento coincide com o Dia Internacional da Diversidade Biológica, celebrado em 22 de maio. O mapa usa o indicador riqueza de espécies para mostrar a diversidade de anfíbios, aves, mamíferos, répteis, crustáceos e peixes de água doce por células de 100 km².
Contexto interno
A série de mapas gerou críticas dentro do próprio IBGE, com entidades sindicais alegando distorção da realidade e classificando o projeto como encenação simbólica sem respaldo em convenções cartográficas. As pressões ocorreram em meio a descontentamentos com a gestão institucional.
Pochmann, presidente do IBGE desde 2023, afirmou que o mapa transforma a cartografia em ferramenta política e civilizatória ao reposicionar o Sul Global no centro do debate sobre biodiversidade e futuro do planeta. Dilma Rousseff já o exibiu em 2025, em evento na China, associando a ideia ao fortalecimento do Sul Global.
Objetivo pedagógico e impactos
Segundo o instituto, a proposta é didática e visa estimular novas leituras do espaço global diante de mudanças geopolíticas. O material demonstra como a biodiversidade varia ao redor do mundo, com especial destaque para áreas brasileiras, incluindo a Amazônia.
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