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Rumo à produção de hidrogênio mais barata e limpa

Membrana à base de boro da 1s1 reduz energia por kg de hidrogênio, tornando o hidrogênio verde mais competitivo

A water drop containing hydrogen
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  • A 1s1 Energy afirma que sua membrana à base de boro para eletrólise de prótonos reduz o consumo de energia por kilogramas de hidrogênio a 70% do utilizado por dispositivos existentes.
  • A empresa busca tornar o hidrogênio verde competitivo com métodos tradicionais, como reformação a vapor de metano e gasificação de carvão, destacando ganhos de eficiência em testes com parceiras.
  • Além de eletrólise, a tecnologia pode servir em células a combustível, baterias de estado sólido e extração de metais de rejeitos de mineração; já há pilotos com parceiros, incluindo uma concessionária de energia elétrica ligada a uma grande siderúrgia no Brasil.
  • A meta é, até 2030, ter negócio sólido em vários segmentos — eletrólise, mineração e parcerias com grandes empresas — mantendo foco na escalabilidade da membrana.
  • Em 2023, a 1s1 anunciou projetos como produção de amônia verde com Nitrofix e exploração de extração de nióbio no Brasil, além de ampliar aplicações da tecnologia para reduzir custos operacionais e impactos ambientais.

1s1 Energy, startup cofundada por Dan Sobek, afirma ter desenvolvido um material de filtração para eletrolisadores de hidrogênio que reduz o consumo de energia em cerca de 30% por quilo de hidrogênio produzido. A empresa usa membranas à base de boro para aumentar desempenho e durabilidade.

A tecnologia é voltada ao hidrogênio verde, produzido a partir da água com energia renovável. A 1s1 argumenta que a eficiência pode viabilizar a produção competitiva frente aos métodos tradicionais, como reforma de gás de xaxre, mantendo infraestrutura existente como vantagem.

Como funciona a inovação

A membrana de boro, aplicada a polímeros, facilita o transporte de prótons sem degradar catálises, segundo a empresa. Em testes com parceiros, eletrolisadores com essa membrana teriam consumido 70% da energia usada por dispositivos convencionais para cada kilogram de hidrogênio.

Sobek, graduado pelo MIT, afirma que a tecnologia não é apenas sobre descarbonização, mas sobre uma proposta de valor com redução significativa de custos operacionais. A companhia aponta uma carteira de potenciais clientes com retorno estimado de até 60% em custos operacionais.

Aplicações e pilotos em andamento

Atualmente, 1s1 realiza pilotos com parceiros, incluindo uma concessionária de energia ligada a uma grande siderúrgia no Brasil. A empresa também explora usos em células a combustível, baterias de estado sólido e extração de metais a partir de rejeitos de mineração.

Além do hidrogênio, a startup trabalha em parceria com Nitrofix para produzir amônia verde e, com apoio de programas governamentais, avança em projetos de extração de nióbio em uma mina no Brasil. O objetivo é ampliar usos da membrana em diferentes setores.

Perspectivas de crescimento

Sobek afirma que a empresa mira um plano até 2030 com atuação integrada em eletrolisadores, extração mineral e colaborações com grandes empresas. Enquanto isso, a 1s1 busca escalar a produção de membranas para ampliar a adoção de hidrogênio com baixo custo.

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