- A Kapese, no norte do Quiranz Turkana, abriga a Twiga, poços de petróleo da antiga Tullow Oil, que operou até dois mil e vinte, quando as atividades foram interrompidas e parte da infraestrutura foi desmantelada.
- A Gulf Energy, que adquiriu o projeto em setembro de dois mil e vinte cinco, busca reativar as atividades, mas moradores apontam danos ambientais e falhas de governança deixadas pela Tullow.
- Em treze de março de dois mil e vinte e quatro, setenta e três moradores entraram com uma ação na Environment and Land Court, em Lodwar, contra Tullow, o governo do Quênia e a National Environment Management Authority, buscando reparação e a obrigação de previdência ambiental no valor de 284 bilhões de xelins.
- O caso destaca problemas de contaminação de água, morte de animais e outras evidências de falhas de proteção ambiental, com relatos de focos de poluição próximos aos poços de Kapese.
- Autoridades e pesquisadores apontam insuficiências regulatórias e falta de dados de base, enquanto a produção comercial está prevista para dezembro deste ano e as comunidades exigem responsabilização e maior transparência sobre receitas e impactos.
Kenya avança com a retomada de seu projeto de óleo, mas a região de Turkana carrega um legado contestado. Em Kapese, vila de muitasattas e gado, a presença de Tullow Oil ainda é lembrada pela infraestrutura abandonada. A retomada é liderada pela Gulf Energy, desde 2025.
O histórico começa com a descoberta significativa de petróleo perto de Lokichar em 2010. A operação foi interrompida em 2020 após perdas financeiras. Desde então, a maior parte das estruturas foi desmontada e o ambiente sofreu com o abandono.
Em Kapese, o cheiro de petróleo persiste junto a poços e sítios de descarte. Moradores relatam que cercas e valas de resíduos permanecem como fontes de preocupação ambiental, inclusive para o manejo de água e solo.
Contexto local
As comunidades afirmam que, apesar das promessas de desenvolvimento, os ganhos não se materializaram. A descontinuação deixou desemprego e uma economia estagnada, conforme relato de moradores que tinham vínculos diretos com a antiga operação.
Enock Paule, líder comunitário, destaca o estado de áreas de descarte de resíduos próximos aos poços. Para ele, o histórico de falhas de governança continua a influenciar o projeto atual.
Desafios ambientais
Relatos reunidos por organizações locais apontam danos a recursos hídricos e pastagens. Ações legais ajuizadas envolvendo Tullow, o governo do condado de Turkana e a autoridade ambiental buscam responsabilização e compensação.
Estudos de 2022 indicaram contaminação de água subterrânea nas proximidades de poços, com metais pesados acima de padrões de potabilidade. Mulheres e crianças são citadas em relatos de impactos à saúde.
Caminho à frente
Gulf Energy e o governo estudam a viabilidade de retomar a produção prevista para dezembro. Enquanto isso, críticas históricas sobre fiscalização, transparência e participação comunitária ganham espaço em fóruns públicos.
Representantes locais afirmam que a falta de canais de diálogo contribuía para a impasse, levando parte da população a recorrer à via judicial. A novas ações judiciais pedem maior responsabilidade ambiental e participação pública.
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