- O ministro do Meio Ambiente da Austrália, Murray Watt, informou planos de ampliar em 523.980 km² a área marinha protegida para alcançar 30% do oceano sob alta proteção até 2030.
- Atualmente, 24% do patrimônio oceânico australiano está em proteção elevada, equivalente a cerca de 2,2 milhões de km².
- A revisão abrange 44 parques marítimos nacionais, com participação de comunidades de pescadores, turismo, óleo e gás e energia eólica offshore.
- As primeiras áreas a serem revistas são o Mar de Coral e a rede Temperate East, com conclusão prevista até o final de 2027, e o restante até junho de 2028.
- A iniciativa busca corrigir reduções de proteção ocorridas em 2018 durante o governo da coalizão de governo, consideradas por defensores como prejudiciais à conservação.
O ministro federal do Meio Ambiente, Murray Watt, planeja ampliar áreas marítimas protegidas, retirando do alcance de pescadores e operadoras de extração quase meio milhão de quilômetros quadrados de oceano. A medida faz parte de uma estratégia para alcançar 30% de proteção marinha.
Watt reuniu, nesta semana, conservecionistas, pescadores e representantes de turismo, petróleo, gás e energia eólica offshore para iniciar a revisão de planos de gestão em 44 parques nacionais marinhos. O objetivo é revisar áreas sob proteção.
O governo já havia anunciado, no ano passado, que 30% do território oceânico seria colocado sob alto nível de proteção, para cumprir acordos internacionais. A revisão busca consolidar essa meta sem acionar uma “guerra cultural” anterior.
Contexto e objetivos
A revisão foca nos parques da Região Coral e no conjunto Temperate East, que inclui Norfolk e Lord Howe. Watt destaca que o processo é prioridade do mandato e que as mudanças devem equilibrar preservação ambiental e interesse econômico.
Em 2018, a coalizão reduziu proteções conhecidas como o maior recuo de proteção em uma única área global, segundo estudos. Conservacionistas veem a revisão como oportunidade para corrigir esse legado.
A meta é ampliar áreas com proibição de atividades extrativas para chegar a 30% do oceano até 2030, com 523.980 km² adicionais alinhados a expansões dentro de parques existentes ou novos setores.
Perspectivas e próximos passos
Organizações como WWF e Pew destacam a importância de proteger diversos habitats frente às mudanças climáticas, incluindo canhões, montes submarinos e recifes rochosos pouco protegidos. A avaliação deve avançar até 2027-2028.
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