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Bactérias oceânicas colaboram para decompor plástico biodegradável

Bactérias marinhas identificam funções complementares para a degradação completa de plástico biodegradável, mostrando que o tempo de degradação varia com a comunidade e o polímero

Recycling logo, plastic bottles and ocean background.
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  • Pesquisadores do MIT estudaram bactérias oceânicas que podem degradar um plástico biodegradável amplamente utilizado, usando amostras coletadas no mar Mediterrâneo.
  • Uma bactéria identificada, Pseudomonas pachastrellae, depolimeriza o plástico, gerando ácido tereftálico, ácido sebácico e butanodiol.
  • Nenhuma bactéria isolada isoladamente conseguiu consumir todos os três componentes; algumas espécies conseguem apenas um ou dois deles.
  • Cinco espécies com funções complementares formam um grupo capaz de degradar completamente o polímero, indicando a importância das comunidades microbianas.
  • O estudo sugere que a velocidade e a extensão da degradação variam conforme a comunidade bacteriana e o tipo de plástico; apoiado pela MIT Climate and Sustainability Consortium e BASF.

Biomédico com foco ambiental, um estudo liderado por pesquisadores do MIT analisou o papel de bactérias marinhas na degradação de um plástico biodegradável amplamente utilizado. A pesquisa aponta como diferentes microrganismos atuam de forma complementar para despolimerizar e mineralizar o material.

Os cientistas iniciaram o trabalho com um tipo de plástico biodegradável, comum em sacolas e embalagens. Amostras foram colocadas em profundidades variadas do Mar Mediterrâneo para formar biofilmes, que foram depois trazidos ao MIT para identificação das espécies presentes.

Perto de 30 bactérias foram identificadas como capazes de crescer na superfície do plástico. Dentre elas, um micro-organismo chave chamou atenção: *Pseudomonas pachastrellae*, capaz de depolymerizar o plástico em três componentes químicos.

Estudo e método

Esses componentes — ácido tereftálico, ácido sebacínico e butanodiol — não eram consumidos por uma única espécie. Ao testar a capacidade de cada bactéria consumir cada composto, ficou claro que nenhuma isolada realizava toda a degradação.

Cinco espécies foram selecionadas por suas funções complementares e, reunidas, demonstraram a capacidade de mineralizar o plástico inteiro, igualando o desempenho do conjunto de 30 famílias bacterianas estudado.

Resultados-chave

A degradação completa depende do ecossistema microbiano onde o plástico envolve-se. Em diferentes plásticos, o conjunto bacteriano pode variar e não ocorrer a mesma mineralização em todos os casos.

Comportamentos de consumo mostraram que uma bactéria controla a etapa inicial da degradação, enquanto outras realizam as etapas subsequentes. A partir disso, parte do estudo identifica funções específicas de cada espécie.

Implicações e próximos passos

Os autores destacam que o trecho mediterrâneo pode abrigar bactérias específicas para aquele tipo de plástico. O trabalho abre caminho para materiais mais sustentáveis e para sistemas de reciclagem baseados em microrganismos.

Futuras etapas envolvem ampliar o mapeamento de pares bacterianos eficientes para aceleração da degradação e entender como enzimas se acoplam aos Grãos plásticos. O estudo contou com apoio de institutos do MIT, BASF e NSF.

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