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Escócia aprova a aquamação, cremação sem fogo

Escócia legaliza a aquamação, cremação sem fogo, com pegada de carbono até 75% menor e duração de cerca de quatro horas

Fotografia do Avbob inaugura nova unidade de aquaminação na África do Sul.
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  • A aquamação, ou hidrólise alcalina, é uma “cremação com água” que não usa fogo e resulta em compostos parecidos com cinzas.
  • O método já é usado em EUA, Canadá e África do Sul, ganhando destaque no funeral de Desmond Tutu.
  • Na Escócia, a legalização ocorreu em 2 de março, tornando o país o primeiro no Reino Unido a permitir o procedimento.
  • O processo envolve um tubo pressurizado com água e solução alcalina a 90 °C a 150 °C, durar aproximadamente quatro horas e deixar apenas ossos que são moídos em pó branco.
  • O líquido residual pode ser tratado ou usado como fertilizante; o método consome cerca de um sétimo da energia da cremação tradicional e reduz a pegada de carbono em até 75%. Não é necessário remover marcapassos ou próteses.

A Escócia legalizou, no dia 2 de março, a aquamação, tornando-se o primeiro país do Reino Unido a autorizar oficialmente a técnica. A medida visa oferecer uma alternativa à cremação tradicional com impactos ambientais reduzidos. A decisão envolve autoridades locais e regulatórias da área funerária.

Definida como hidrólise alcalina, a aquamação substitui o fogo por água, pressão e agentes químicos. O corpo é colocado em um tubo metálico pressurizado, aquecido a 90–150 °C, com uma solução alcalina para acelerar a decomposição. O processo dura cerca de quatro horas.

Ao fim, os tecidos se desintegram, restando apenas ossos secos pulverizados em uma cremuladora, que gera um pó branco. O líquido resultante pode ser tratado ou usado como fertilizante, com menor risco de poluição ambiental.

Contexto internacional

Além da Escócia, países como Estados Unidos, Canadá e África do Sul já adotam a aquamação. O método ganhou notoriedade com o funeral do arcebispo Desmond Tutu, reconhecido por sua luta pelos direitos humanos.

O diferencial ambiental é relevante: utiliza cerca de um sétimo da energia da cremação tradicional e pode reduzir a pegada de carbono em até 75%. Em razão da ausência de combustão, não há necessidade de remover marcapassos ou implantes antes do procedimento.

Após o processo, os dispositivos podem permanecer ou ser retirados sem risco de explosão. O resíduo líquido, conforme a prática local, pode ser reaproveitado de forma controlada, sem comprometer a qualidade da água.

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