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Aves selvagens recrutadas para ensinar ao melro-regente seus cantos perdidos

Tutores selvagens ensinam aos jovens criados em cativeiro a canção original dos regent honeyeaters, visando ampliar o sucesso reprodutivo após a soltura

The critically endangered regent honeyeater has rediscovered its lost song with wild-born birds teaching the complete version to zoo-bred males.
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  • O papagaio-regente, uma das aves mais ameaçadas da Austrália, teve o canto original perdido por ter a população reduzida a menos de 250 indivíduos no ambiente selvagem.
  • Um programa de criação no Taronga Zoo, em Sydney, que começou em mil novecentos e noventa e cinco, passou três anos estudando como ensinar o canto original aos jovens criados em cativeiro.
  • No primeiro ano, os filhotes ouviram as músicas gravadas todos os dias por cerca de seis meses, sem sucesso.
  • No segundo ano, dois machos selvagens foram usados como tutores de canto, com melhores resultados. Reduzir o tamanho das turmas para cerca de seis jovens por tutor aumentou a eficácia, e 42 por cento dos filhotes aprenderam o canto original em três anos.
  • O canto completo aprendido permaneceu no cativeiro durante o estudo, tornando o zoológico a principal fonte dessa cultura vocal; pesquisas continuam para avaliar o impacto na reprodução e na autossustentação da espécie, com o objetivo de interações entre aves selvagens e criadas em cativeiro.

O que aconteceu: pesquisadores conseguiram resgatar a canção perdida do regente honeyeater, uma das aves mais raras da Austrália, ensinando filhotes criados em cativeiro a cantar a versão original. O estudo acompanhou o programa de criação do Taronga Zoo, em Sydney.

Quem está envolvido: a equipe inclui Dr Daniel Appleby, da Australian National University, ecologista Joy Tripovich e a Taronga Conservation Society, com parceria da UNSW. A iniciativa envolve a reintrodução de aves ao ambiente selvagem.

Quando e onde ocorreu: o trabalho ocorreu no âmbito do programa de criação em cativeiro iniciado em 1990s, com foco nos três anos começando pela temporada 2020-21, no Taronga Zoo.

Por quê: a ideia é ampliar o sucesso reprodutivo e manter a cultura vocal original, aumentando as chances de acasalamento e estabelecimento de território entre aves liberadas.

Metodologia e resultados

A primeira fase usou canções gravadas para jovens reprodutores, mas não houve sucesso significativo. Na segunda fase, dois machos selvagens atuaram como “tutores” de canto.

Com turma reduzida de seis jovens por tutor, a taxa de aprendizado das canções originais subiu de 0% para 42% em três anos, segundo o estudo. O canto completo ficou ausente no ambiente selvagem durante o experimento.

Anos depois, exemplares criados em cativeiro que aprenderam a canção original passaram o repertório aos descendentes. A pesquisadora Joy Tripovich descreveu a evolução como promissora para a restauração da espécie.

Os autores destacam que o objetivo é tornar a espécie autossustentável, permitindo que aves silvestres e criadas em cativeiro se cruzem. O estudo foi publicado na Nature Scientific Reports.

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