- O Reino Unido está cortando programas de financiamento climático para países em desenvolvimento, com reduções significativas em iniciativas como Biodiverse Landscapes Fund, Coast e Pact, e dúvidas sobre o Blue Planet Fund.
- Para o período de cinco anos até março de 2026, o governo deveria investir £ 11,6 bilhões em financiamento climático internacional; planos atuais devem reduzir esse total para £ 9 bilhões, segundo informações obtidas pelo Guardian.
- Muitas ações foram reduzidas em escopo ou passaram a ter financiamento de apenas um ano, dificultando o planejamento das organizações locais.
- O governo nega atrasos ou cortes, afirmando que mantém a meta de £ 11,6 bilhões e continuará a publicar informações, mas pedidos via Lei de Liberdade de Informação indicam falta de dados de projetos desde 2020.
- Um grupo de oitenta e cinco organizações da sociedade civil enviou carta a Keir Starmer pedindo aumento do financiamento climático, sugerindo taxação de grandes poluidores como forma de ampliar recursos.
O Reino Unido está reduzindo significativamente programas de ajuda para proteção da natureza e do clima em países em desenvolvimento. Dados obtidos pelo Guardian indicam cortes pesados em várias iniciativas, questionando compromissos internacionais de financiamento climático.
Entre os programas afetados está o Biodiverse Landscapes Fund, com orçamento de 100 milhões de libras, que passou de seis regiões para apenas duas. A redução impacta ecossistemas vitais na África, América do Sul e Ásia.
Outra linha de financiamento sofre cortes expressivos, incluindo o projeto Coast, dedicado a adaptação climática e transição sustentável, além do Pact, que apoia transição climática rápida. O Blue Planet Fund, de 500 milhões de libras, também enfrenta dúvidas sobre seu futuro.
Alguns financiamentos foram comprimidos no tempo, com prazos de apenas um ano, em vez de múltiplos exercícios. Pedidos de dados sob a Lei de Liberdade de Informação mostraram cortes em diversas linhas de financiamento internacional, mas o governo não apresentou dados de projeto desde 2020.
Para o período de cinco anos encerrando março de 2026, o governo deveria ter gasto 11,6 bilhões de libras em financiamento climático para países em desenvolvimento, com 3 bilhões dedicados à proteção da natureza. Segundo fontes, o próximo ciclo de gastos pode reduzir esse total em mais de 20%.
Transparência e orçamento
O governo afirmou manter o piso de 11,6 bilhões de libras em financiamento climático, porém não detalhou dados a nível de projeto. Em resposta, representantes destacaram que as informações são publicadas regularmente para acompanhamento público.
Funcionários consultados mencionam que o desembolso tem sido realizado com repasses anualizados, dificultando planejamento de organizações locais e a manutenção de empregos em campo. Especialistas avaliam que isso reduz o impacto dos programas.
Repercussões e futuras ações
Organizações da sociedade civil enviaram carta a líderes políticos pedindo aumento de recursos, sugerindo cobrança a grandes autorizados de combustíveis fósseis para financiar ações climáticas. A proposta foca em tributação de lucros excessivos e reduzir subsídios a combustíveis fósseis.
Analistas lembram que a ficou sob avaliação a relação entre financiamento e segurança nacional, especialmente em relação a ecossistemas vulneráveis como a Amazônia. A fragilidade de ecossistemas pode ter impactos indiretos na estabilidade de suprimentos e segurança alimentar global.
O governo diz que continuará a publicar informações para acompanhar o progresso do financiamento internacional, prometendo novas divulgações sobre dotações de ajuda ao desenvolvimento externo para os próximos anos.
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