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Nova Caledônia debate abates de tubarões após ataque fatal

Operação de abate de tubarões em Nouméa, após ataque fatal, visa proteger vidas, mas acarreta contestação legal e debate sobre conservação marinha

Baie des Citrons beach in New Caledonia’s capital, Nouméa, where a shark cull is taking place.
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  • A operação de caça a tubarões começou em 23 de fevereiro na região costeira de Nouméa, após ataque fatal a um homem que praticava wing foil.
  • O ataque foi atribuído a um tubarão-tigre com pelo menos três metros.
  • A medida, voltada a tubarões-tigre e tubarões-touro, restringe atividades de nado em uma faixa de 300 metros da costa até o fim da campanha.
  • Até o momento foram capturados sete tubarões-tigre e um tubarão-touro; tubarões com menos de 2,1 metros estão sendo devolvidos ao mar.
  • A ação enfrenta contestação legal: EPLP tenta suspender a caça e a prefeita de Nouméa a descreve como regulação, discutindo eficácia e custos de medidas não letais.

Ocilas de facção? Não. Vou cuidar disso. Segue o texto reescrito em formato jornalístico, com parágrafos curtos e linguagem objetiva.

Shark culls mobilizam Nova Caledônia após ataque fatal. As autoridades informam que a captura de tubarões-tigre e tubarões-bebê é necessária para proteger vidas, após ataque que ocorreu perto de Nouméa, na região turística. A operação começou em 23 de fevereiro.

Um homem de Nova Caledônia que velejava em um wing foil foi morto em área recreation. Investigação preliminar aponta que a vítima foi atacada por tubarão-tigre com pelo menos três metros. A área costeira de Nouméa é bastante usada para natação, barcos e esportes aquáticos.

A operação foca tubarões-tigre e tubarões-bull ao longo do litoral próximo a Nouméa. Banhos e atividades aquáticas fora de áreas protegidas ficam restritos por 300 metros da linha de costa, até o fim da campanha, prevista para quarta-feira.

Controvérsia e recursos legais

A gestão do risco de tubarões tornou-se tema sensível na região, com eleições locais previstas neste mês. A prefeitura de Nouméa, liderada pela prefeita Sonia Lagarde, defende a política e prefere o termo regulação à expressão cull.

Um pedido judicial contra a cull foi apresentado nesta segunda-feira pela organização EPLP, defensora da conservação marinha. A organização afirma que não há novas evidências científicas de que as capturas reduzam ataques e que as espécies são protegidas por lei local.

Na experiência anterior, EPLP venceu desafio semelhante em 2023, levando autoridades a paralisar operações. Na época, a cull capturou 127 tubarões, principalmente tubarões-tigre, mas o tribunal ordenou suspensão por considerá-la desproporcional.

Desde o início desta vez, autoridades dizem ter capturado sete tubarões-tigre e um tubarão-bull. Animais com menos de 2,1 metros estão sendo devolvidos ao mar, segundo o governo local.

Lagarde afirmou que o aumento de avistamentos próximos à costa justifica a regulação, com SHOs de grande porte observados em áreas de uso diário. Ela argumenta que medidas como drones ou redes adicionais seriam caras.

A prefeitura sustenta que Nova Caledônia não dispõe dos mesmos recursos que Austrália para soluções técnicas, citando custo elevado como impeditivo para alternativas maiores.

Vozes de oposição e mobilização

A coalizão pró-independência critica a cull, defendendo medidas preventivas não letais, como maior vigilância pública e informação à população. Parte da sociedade civil questiona impacto para o ecossistema marinho.

A ativista Aile Tikoure, ligada ao grupo Nyiimié kââ, conduziu protesto em frente à prefeitura para exigir o fim da cull. O movimento afirma que os Kanak mantêm ligação histórica com o ambiente marinho e que a prática não é necessária.

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