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Centros de dados: pedidos para divulgar impacto nas emissões líquidas do Reino Unido

Grupos de campanha pressionam o governo a comprovar se datacentres elevarão as emissões líquidas do Reino Unido e dobrarão a demanda elétrica

Members of the media tour a Microsoft datacentre during construction outside Newport, Wales.
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  • Grupos de campanha enviaram carta à secretária de tecnologia, Liz Kendall, para saber se os datacentros reduzirão as emissões líquidas de CO₂ da Grã-Bretanha.
  • Ofgem estimou que até 140 projetos de datacentros podem exigir cerca de 50 GW de energia, acima do pico atual de consumo.
  • Datacentros previstos para Elsham, em Lincolnshire, e Cambois, em Northumberland, teriam 1 GW de demanda cada, exigindo nova geração de energia renovável correspondente.
  • A carta, que reúne Foxglove e outras organizações, pede um arcabouço para calcular o impacto ambiental, financiamento de energia renovável para os projetos e combate ao greenwashing.
  • O governo defende que os datacentros impulsionam o crescimento econômico e ajudam a enfrentar desafios ambientais, citando o uso crescente de renováveis e a consideração da escassez de água no planejamento.

Os desenvolvedores de datacenters no Reino Unido estão sob pressão para esclarecer se seus projetos aumentarão as emissões líquidas de gases de efeito estufa ou a demanda elétrica do país. Grupos de campanha enviaram uma carta ao secretary de tecnologia, Liz Kendall, destacando riscos para a descarbonização da rede elétrica.

A carta afirma que a energia necessária para infraestrutura de IA representa uma ameaça séria aos esforços de decarbonização. Os signatários pedem comprovação de que os datacenters não elevarão as emissões totais de CO2 nem a escassez de água local, conforme um próximo decreto de política nacional sobre o tema.

Entre os signatários estão o grupo Foxglove e outras seis organizações não governamentais, incluindo Friends of the Earth. A carta reforça que, sem compromissos, o consumo elétrico elevado gerará emissões climáticas significativas.

Esforços regulatórios e projeções de consumo

Nesta semana, MPs da comissão de auditoria ambiental anunciaram uma investigação sobre a sustentabilidade dos datacenters e publicaram correspondência da secretária de energia, Ed Miliband, citando incerteza quanto à demanda futura de energia.

Ofgem revelou, em consulta, que a energia requerida por novos datacenters poderia superar o pico atual de consumo. O estudo aponta cerca de 140 projetos em planejamento, que poderiam demandar até 50 GW, 5 GW acima do pico britânico.

Datacenters planejados para Elsham (Lincolnshire) e Cambois (Northumberland) teriam demanda de 1 GW cada, equivalente à produção de uma central nuclear, exigindo correspondência com geração renovável adicional.

Medidas propostas e impactos potenciais

O documento dos ativistas faz o alerta de que já existem 100 a 200 datacenters em planejamento e cobra um arcabouço para cálculo de impactos ambientais, bem como financiamento para novas usinas de energia renovável associadas aos projetos.

Solicita ainda medidas para evitar greenwashing, como certificar que a aquisição de certificados de energia verde não substitua a construção de nova capacidade limpa real.

A autoridade reguladora afirmou que os datacenters impulsionam o crescimento econômico e ajudam a enfrentar desafios ambientais, destacando que o novo comitê de energia trabalhará na obtenção de energia renovável para os empreendimentos.

A assessoria do governo enfatizou que os datacenters serão cada vez mais movidos por fontes renováveis e que o conselho de energia para IA busca atrair investimentos em novas fontes limpas, com o sistema de planejamento levando em conta a disponibilidade hídrica.

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