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Culturas de alto valor nas colinas de Bangladesh afetam ecologia regional

Mudanças para culturas de lucro nas colinas de CHT elevam renda, mas causam erosão do solo, crise hídrica e deslizamentos, ameaçando ecossistemas e comunidades

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  • A região de Chittagong Hill Tracts, em Bangladesh, tem visto agricultores migrarem para cash crops lucrativos, substituindo práticas tradicionais como jhum.
  • Estima-se que 40 mil hectares de morros, antes usados na agricultura tradicional, passaram a cultivar culturas como gengibre, açafrão, abacaxi, banana e mandioca.
  • A mudança prolongada provocou redução de florestas naturais e intensificou erosão do solo, além de crises hídricas e deslizamentos na área.
  • Empresas, como a PRAN, expandiram plantações comerciais (ex.: mandioca), levando protestos de moradores locais contra os impactos ecológicos.
  • Autoridades e especialistas discutem soluções para reduzir os riscos ecológicos e de água, incluindo opções de turismo sustentável para beneficiar a população local.

O cultivo de cash crops na região de Colinas de Chittagong (CHT), Bangladesh, ganhou força nas últimas décadas, substituindo práticas tradicionais. O objetivo é financeiro, com foco em bananas, gengibre, açafrão, abacaxi e mandioca, entre outros.

Essa mudança ocorreu em Rangamati, Khagrachhari e Bandarban, áreas de floresta montanhosa com biodiversidade rica e comunidades indígenas. A transição envolveu projetos governamentais, ONG’s e atuação de grandes empresas.

Estudos indicam que entre 1963 e 2005 houve queda de florestas naturais, o que afetou a subsistência de comunidades dependentes. Em 2024, cerca de 40 mil hectares passaram de agricultura tradicional para culturas comerciais.

Quanto aos impactos, a erosão do solo aumentou e os corpos d’água secaram em várias áreas, elevando a vulnerabilidade a deslizamentos. Dados oficiais registraram a maior perda de solo por hectare no ano, com mudanças no uso da terra.

Impactos ambientais e sociais

A prática de preparo extensivo de terra para cash crops aumenta a erosão em encostas íngremes, agravando assoreamento de cursos d’água e destruição de habitats aquáticos. Deslizamentos têm sido frequentes em anos de chuvas intensas.

Além disso, a expansão de cultivos comerciais gerou protestos locais, com comunidades questionando o impacto ecológico e a distribuição de benefícios. Relatos indicam participação de produtores locais e empresas privadas.

No aspecto hídrico, a seca de nascentes preocupa comunidades que dependem de água para consumo diário. Estudos de 2023 apontam crise de abastecimento em distritos montanhosos, com perdas para a economia local.

Perspectivas e respostas

Autoridades locais destacam planos para mitigar riscos ecológicos e enfrentar a escassez de água, buscando equilibrar renda e conservação. A região enfrenta padrões de chuva cada vez mais irregulares, elevando riscos de desastres.

Alguns especialistas defendem opções de turismo sustentável, como o turismo de hospedagem familiar, para distribuir benefícios econômicos sem intensificar a pressão sobre o ecossistema.

Outros apontam que a participação de atores privados deve ocorrer com salvaguardas ambientais, para evitar novas áreas desmatadas e preservar recursos hídricos essenciais para as comunidades locais.

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