- Emissões de poluição climática na Austrália caíram 1,9% no ano até setembro de 2025, com recorde de energia renovável; total anual ficou em 444,3m toneladas, 27,4% menor que em 2005.
- O ministro do Clima, Chris Bowen, afirma que o país está no caminho para a meta legislada de redução de 43% até 2030, embora haja ajustes que deixam a meta mais distante do que no relatório anterior.
- Quatro áreas puxaram a queda: poluição da rede elétrica caiu 3,1%; emissões fugitivas de operações de combustíveis fósseis recuaram 3,8%; uso de combustíveis fósseis na manufatura, mineração e edifícios caiu 1,7%; transporte caiu 0,4% com mais veículos elétricos e híbridos.
- A queda da poluição elétrica é associada à substituição do carvão por renováveis, com menos queima de gás e maior captura e armazenamento de CO₂.
- Universidades australianas enfrentam margens cada vez mais estreitas; mais de 40% gastaram a maior parte dos últimos cinco anos em déficit, enquanto o financiamento por vaga de aluno do governo caiu 6% em termos reais desde 2017 e o investimento em pesquisa caiu a 20 anos, gerando risco para a pesquisa.
Australia reduz emissão de carbono em 1,9% no ano até setembro de 2025, impulsionada pelo boom de renováveis e redução na queima e ventilação de gás. O balanço mostra 444,3 milhões de toneladas de CO2 equivalente, frente a 452,8 Mt no ano anterior.
Segundo o inventário trimestral de gases de efeito estufa, o país está 27,4% abaixo de 2005. O ministro do Clima, Chris Bowen, disse que o resultado mantém a trajetória rumo à meta de redução de 43% até 2030, desde que os esforços permaneçam firmes.
A avaliação aponta ajustes em estimativas anteriores, o que torna o quadro mais complexo. Embora haja queda anual, o relatório indica que a meta de 2030 está mais distante do que no último dado, referente ao ano até junho de 2025.
Entre os principais destaques, houve queda de 3,1% na poluição das redes elétricas, com o uso crescente de renováveis substituindo o carvão. Em fossas e vazamentos de operações de combustíveis fósseis, a redução foi de 3,8%.
Produção de energia e uso de gás também contribuíram para menor emissão industrial, com diminuições de 1,7% em manufatura, mineração e edifícios, parcialmente devido a menor consumo de gás residencial. O transporte teve leve recuo de 0,4%.
Universidades em déficit há cinco anos
Relatório da Universities Australia revela que as universidades do país operam com margens cada vez mais estreitas. O estudo intitulado Desafios críticos no setor universitário australiano aponta que mais de 40% das instituições passaram a maior parte dos últimos cinco anos no vermelho.
A pesquisa aponta que o aporte por vaga de estudante financiada pelo orçamento público caiu, em termos reais, 6% desde 2017. O financiamento à pesquisa também está sob pressão, com investimento em P&D chegando a 20 anos no mínimo, cerca de 1,7% do PIB.
A presidente da Universities Australia, Carolyn Evans, afirma que o cenário requer ajustes estratégicos para a sustentabilidade do setor. O diretor-executivo Luke Sheehy chamou o relatório de um “diagnóstico de realidade” para o sistema.
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