- As eleições parlamentares no Nepal acontecem em cinco de março de 2026, com foco nas regiões de Khumbu, lar dos Sherpas, no Himalaia, afetadas pela fraca campanha nas comunidades remotas.
- Khumbu/Solukhumbu tem apenas uma cadeira no Parlamento, apesar de ocupar grande área do país e enfrentar desafios de infraestrutura e mudança climática.
- Migração sazonal para Katmandu reduz a base de eleitores locais; a campanha costuma chegar mais perto aos votantes na região de Solu, onde ficam a maioria dos eleitores registrados.
- Desafios climáticos, como recuo de geleiras e avalanches, passam quase despercebidos no debate eleitoral, que privilegia estradas, energia e água potável.
- Represas, turismo e royalties de mountaineering formam o eixo de financiamento, com críticos argumentando que fundos para adaptação climática ficam insuficientes e dependem de organizações não governamentais.
KATHMANDU — Em preparação para as eleições parlamentares de 5 de março de 2026, as vilas de alta altitude em Khumbu, onde vivem os Sherpa, ficam isoladas do frenesi político que toma as cidades. O debate concentra-se em infraestrutura como estradas, energia e água, não em resiliência climática de longo prazo.
Quase todo o ritmo da campanha acontece no planalto, enquanto o inverno rigoroso e a migração sazonal afastam moradores de Namche Bazaar, Lukla e Pangboche. Sonam Sherpa disse por telefone que os candidatos chegam apenas no último minuto para o Khumbu.
Desafios climáticos e voto
Aliados locais assinalam que impactos climáticos, como o recuo de geleiras e avalanches, aumentam riscos, mas o tema ganha pouco espaço no pleito. Os moradores afirmam que a discussão pública continua centrada em infraestrutura básica.
“Falamos de mudanças climáticas entre nós”, afirmou Sonam Sherpa. Já os concorrentes costumam abordar estradas, eletricidade e água potável, acrescentou.
Demografia e representação
Desde a primeira ascensão ao Everest em 1953, os Sherpa ganharam projeção global, mas muitos jovens estudam e trabalham no exterior. O remanescente de população reduz o eleitorado local, reduzindo influência direta nas urnas.
A região de Solukhumbu reúne Khumbu e Solu. Juntas, possuem apenas uma vaga no parlamento de 275 assentos, refletindo a priorização por população em detrimento da geografia.
Dados e recursos
Segundo o censo de 2021, Solukhumbu tem 104.851 habitantes, sendo Khumbu Pasanglhamu Rural Municipality com 8.720 pessoas, 58,9% Sherpa. O município rural soma 6.133 eleitores, o que limita a participação regional.
Enquanto isso, Kathmandu concentra 10 cadeiras, correspondendo a 10% da população nacional. A disparidade entre território e representação é tema entre especialistas.
Infraestrutura x clima
A discussão pública em Khumbu prioriza estradas, luz e água, mas há resistência a grandes obras de pavimentação. Infraestrutura pode comprometer o turismo, parte central da economia local.
A eletricidade é majoritariamente proveniente de micro-hidrelétricas. A região busca conexão à rede nacional, ainda que o Parque Nacional Sagarmatha imponha limites ambientais.
Finanças e gestão ambiental
A região gera renda com permissões de montanha e impostos do turismo, mas líderes locais dizem que pouco retorna a ações de adaptação climática. Projetos ambientais costumam depender de ONGs, não de um programa nacional amplo, segundo Pasang Gyalzen.
Candidatos defendem uso de royalties do montanhismo para infraestrutura local e gestão ambiental, com proposta de redistribuição entre centro, província e governo local.
Caminhos futuros
Para Prakash Singh Karki, candidato do Nepali Congress, a prioridade é motorizar estradas, água potável, saúde e educação. Ele afirma que promessas são naturais para ganhar credibilidade junto aos eleitores.
Rishi Dhan Thulung Rai, da Rastriya Swatantra Party, visitou Khumbu e sugeriu maior uso de receitas do montanhismo para o território, com redistribution de 40% ao centro, 30% à província e 30% aos governos locais.
Conclusões da situação
A discussão sobre turismo sustentável e adaptação climática é vista por críticos como restrita a discursos formais. Moradores alertam que ignorar o clima pode minar a prosperidade da região, baseada no turismo alpino.
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