- A Hague foi a primeira cidade a banir anúncios de produtos de alto carbono por lei local, em 2024, como parte de um movimento mundial.
- Doze cidades e regiões já adotaram restrições ou leis semelhantes para frear publicidade de combustíveis fósseis, incluindo Amsterdam, Florença e Stockholm.
- Amsterdam tornou a proibição mais ampla, incluindo anúncios de carne, com validade prevista para 1º de maio de 2026.
- Autoridades políticas e organizações de saúde defendem as restrições, afirmando que a publicidade influencia consumo e desinforma sobre impactos climáticos.
- Desafios legais e práticos existem: em cidades como Toronto houve acenos contrários, enquanto em Londres e outras cidades o tema permanece em debate e implementação gradual.
The Hague adotou em 2024 uma lei local que proíbe anúncios de produtos de alto carbono, incluindo combustíveis fósseis. A mudança deixou de expor veículos a diesel e gasolina em quiosques e publicidade urbana, marcando o início global desse movimento.
Ao retornar sete meses depois, a reportagem notou a ausência de anúncios de carros a combustão, de cruzeiros ou de voos para destinos distantes. A cidade passou a promover mudanças de hábitos e de infraestrutura para reduzir a exposição pública a fósseis.
Ato pioneiro e alcance global
A proibição de anúncios de fósseis tornou The Hague a primeira cidade a cumprir a medida por meio de legislação local. Hoje, dezenas de municípios adotaram regras similares ao redor do mundo, incluindo Saint-Gilles (Bélgica) e Estocolmo (Suécia).
Amsterdam, capital da Holanda, aprovou em janeiro de 2026 um banimento ainda mais amplo, que envolve anúncios de carne além dos fósseis. Colombo e outras cidades europeias vêm discutindo medidas semelhantes.
Morocco, decisões judiciais e impactos
Tribunais já analisaram desafios à medida. Em 2024, um caso envolvendo a indústria de turismo na Holanda foi julgado, com respaldo para a lei de The Hague. A decisão destacou benefícios para a saúde pública e a postura climática da cidade.
Especialistas apontam que políticas locais costumam ter efeito maior sobre o comportamento de consumo do que ações nacionais. Governos municipais ajudam a modelar padrões de mobilidade mais sustentáveis, como transporte público limpo e eficiência energética.
Desafios e possibilidades futuras
Algumas críticas lembram que restrições apenas a anúncios podem não reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis, exigindo complementos políticos. Experiências internacionais sugerem combinar proibição com incentivos a alternativas mais limpas.
Pesquisadores indicam ainda o risco de greenwashing, caso empresas promovam apenas soluções menos prejudiciais sem reduzir a produção de fósseis. As autoridades têm discutido regras adicionais para evitar esse efeito.
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