- Pfos, um PFAS proibido, foi detectado em rios e água subterrânea em vinte e cinco sites de Cumbria e Lancashire, com níveis acima do limite guia de água potável.
- Em um ponto, a água subterrânea continha Pfos em 3.840 ng/l, acompanhada de outros PFAS elevados.
- O estudo aponta possíveis fontes, incluindo uma fábrica de papel em Beetham e uso de carvão/pulpa de papel contaminada que pode ter se espalhado pelo solo.
- A detecção ocorreu a partir de amostras do programa de monitoramento do Environment Agency e foi revelada via pedido de informação em 2025.
- Autoridades locais e nacionais destacam que a responsabilidade pela proteção de usuários de poços privados recai sobre os municípios, que já foram informados e orientados a? tomar medidas, enquanto o governo noticia um plano de ação para PFAS.
Oito áreas de Cumbria e Lancashire foram identificadas com contaminação por Pfos, químico da família PFAS, em rios e águas subterrâneas. A análise revelou altos níveis de Pfos em 25 pontos de fiscalização, segundo a Watershed Investigations e o Guardian, com dados coletados em janeiro de 2025 pelo Environment Agency. Pfos é conhecido por sua persistência ambiental e potencial impacto à saúde.
Em um dos locais, Pfos atingiu 3.840 ng/l na água subterrânea, com concentrações elevadas de outros PFAS. O total de Pfos entre os 25 pontos ficou acima do limite de referência de 100 ng/l para o conjunto de 48 compostos PFAS usados como parâmetro de segurança da água potável. A área abrange uma região de beleza natural reconhecida pela proteção de habitats e fauna.
Uma moradora com poço privado contaminado relatou ter sido informada de forma não oficial pela agência ambiental em 2021 e interrompeu o consumo da água. A prefeitura de Westmorland and Furness afirmou ter informado a fonte de água contaminada no final de 2021 e que o negócio migrou para o abastecimento público. A agência ambiental indicou que a proteção de utilizadores de água privada depende das autoridades locais.
Fontes potenciais e ações regulatórias
O relatório de março de 2025 aponta a provável origem no complexo de papel em Beetham, conhecido pelo uso de PFAS. Também são mencionadas áreas onde polpa de papel contendo PFAS pode ter sido espalhada no solo, contribuindo para contaminação do solo e possível entrada na cadeia alimentar. A indústria de papel foi objeto de mudanças de operação desde então, com a transferência de ativos para uma nova empresa.
Além disso, cinco antigos dejetários e um em operação foram citados como potenciais fontes, junto a fossas sépticas, estações de tratamento de esgoto, corporações de serviços de emergência e acampamentos de caravanas. A planificação de PFAS do governo, divulgada recentemente, prevê reforço de controles, orientações sobre solo contaminado e consulta sobre limites legais de PFAS na água potável, além de possíveis regras mais rígidas para indústrias relevantes.
Representantes da indústria destacaram o desenvolvimento de políticas mais restritivas. Organizações de defesa ambiental alertaram para a necessidade de ações com resultados vinculantes no prazo. O panorama indica que muitas fornecedoras privadas de água continuam vulneráveis, especialmente à medida que mudanças climáticas aumentam a secura e a poluição potencial.
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