- Em Panama, estudo mostra que nitrogênio no solo limita o regresso de florestas tropicais; a adição de nitrogênio acelerou o crescimento das árvores.
- Em áreas recém-desmatadas, a regeneração quase dobrou: biomassa acima do solo ficou 95% mais rápida e florestas de 10 anos cresceram 48% mais rápido.
- O efeito do nitrogênio diminuiu após dez anos; em florestas de 30 anos ou mais, não houve benefício adicional.
- A adição de fósforo, sozinha, não aumentou o crescimento das árvores; não houve evidência de transição para limitação por fósforo nas florestas estudadas.
- Os pesquisadores estimam que a limitação de nitrogênio impede a sequestração de cerca de 0,7 gigatoneladas de CO₂ por ano; sugerem manter árvores fixadoras de nitrogênio ou áreas com deposição de nitrogênio, evitando fertilizantes químicos.
O estudo publicado na Nature Communications mostra que a deficiência de nitrogênio no solo freia o regresso de florestas tropicais. O trabalho foi realizado no Panamá, em áreas recentemente desmatadas, para entender como os nutrientes afetam o crescimento das árvores.
Os pesquisadores aplicaram nitrogênio e fósforo em parcelas de diferentes estágios de regeneração, desde pavilões recém-derrubados até florestas de 10 e 30 anos, além de áreas maduras. O monitoramento mediu o diâmetro dos troncos e a biomassa acima do solo.
A principal descoberta é que a adição de nitrogênio acelera bastante a recuperação. Em pastagens recém-abandonadas, o crescimento quase dobrou, com biomassa 95% maior, e em florestas de 10 anos o ganho foi de 48%.
A nitrogênio mostrou efeito decrescente após 10 anos, não trazendo benefício adicional em florestas de 30 anos ou maduras. A adição de fósforo, por sua vez, não aumentou o crescimento das árvores em nenhuma condição.
Autoras destacam que a fertilização com nitrogênio não deve ser adotada de forma ampla sem cautela, devido a impactos ambientais. A equipe sugere manter árvores fixadoras de nitrogênio nas regenerações ou integrá-las a reflorestamentos.
Estudos de referência indicam que a limitação de nitrogênio pode representar quase 0,7 gigaton de CO2 por ano na escala panamenha. Pesquisadores ressaltam a importância de estratégias naturais para enriquecer o nitrogênio do solo.
Pesquisas associadas reforçam que o papel dos nutrientes é crucial para entender o ciclo do carbono. O estudo no Panamá amplia o conhecimento sobre quando a nutrição limita a produtividade florestal e como isso impacta a captura de carbono.
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